DÚVIDAS

Usos da preposição + omissão de artigo
Na frase «chegou ao estábulo toda molhada», o artigo definido ao resulta da contracção da preposição a com o artigo o. No entanto, se em vez de um estábulo for uma casa, eu diria «chegou a casa toda molhada» (sem fazer a contracção da preposição a com o artigo a). Nesta frase poderá surgir a dúvida se quem chegou foi a casa ou se alguma coisa chegou a casa toda molhada. Penso que «chegar a casa» e «chegar à casa» têm sentidos diferentes, mas o facto é que se o destino for masculino a questão não se coloca pois a contracção dissipa as dúvidas. É errado não fazer a contracção ou o correcto seria dizer «chegou à casa toda molhada» (fazendo a contracção da preposição a com o artigo a)? Será que é errado apenas porque estou a omitir o sujeito e, por este motivo, é mais difícil inferir o sentido da frase?
«Filha primogénita»
Obrigada por terem voltado. O vosso trabalho é puro serviço público. Nunca desistam. Gostaria de vos perguntar como nos devemos referir a uma filha ou a uma aluna num universo em que existem ambos os sexos. Por exemplo: Tenho uma filha (mais velha) e um filho. Devo dizer, quando me refiro a ela, «a minha filha mais velha» ou «o meu filho mais velho» (estranho...). Ou ainda, numa turma, o melhor dos alunos é a Ana. Devemos dizer «A melhor aluna é a Ana» ou «O melhor aluno é a Ana»? Grata.
Ceive e ceivo
Venho colocar-vos uma questão que nasceu talvez em 1988 quando visitava a Galiza. À semelhança de outros países englobados no Estado Espanhol, a Galiza apresenta um apreciável movimento nacionalista. Este movimento produz murais muito interessantes e diversificados em boa parte da Galiza e nalguns casos, até em Portugal. A minha questão nasce precisamente com esses murais: é frequente ver-se escrito nesses murais a palavra "ceive", por exemplo Galiza ceive, significando "Galiza livre", independente. Penso que a palavra é de origem celta. O que eu gostava de saber é se esta palavra também faz parte do nosso léxico, ou se é apenas uma recuperação, ou talvez uma introdução estética dos nacionalistas galegos.
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