«Assegurar-se de que...»
Já conferi perguntas anteriores, mas mantenho a dúvida. Posso dizer «com que frequência se assegurou de que ele tenha dormido» ou «com que frequência se assegurou que ele tenha dormido»? Obrigado.
«Chuva e neve já matou mais de...»
«Chuva e neve já matou mais de...» in "Público", 13 Fevereiro, p. 29. Não será «Chuva e neve já mataram»?
A pronúncia de canhota
Gostaria de saber a pronúncia correcta da palavra "canhota". Obrigado.
Em linha
Em expressões como "informação em linha" ou "cotações em linha" como caracterizar morfologicamente "em linha"?
Torque
Não encontrei no dicionário esta palavra. É muito usada em revistas etc., relacionada com máquinas (p. ex. automóveis). Julgo ser um estrangeirismo, sendo a expressão correcta 'momento de binário' – expressão complicada que não dá jeito nenhum. Será aceitável o uso de torque? Obrigado.
Sobre a formação dos substantivos compostos
Quero crer que um dos pontos mais polêmicos e menos esclarecidos da gramática portuguesa diz respeito à formação dos substantivos compostos em que o segundo elemento é também um substantivo. No caso de neologismos, ou pelo menos, de substantivos compostos pouco comuns, autores há que propugnam pelo uso do hífen; outros não. Quando se quer formar o plural é que as coisas se complicam ainda mais: "flexiona-se o segundo elemento ou não?" Apresento alguns exemplos que mostram o alcance de minha dúvida: «ataque relâmpago» (com hífen ou sem?) Penso que a maioria dos gramáticos recomenda formar o plural seguinte: «ataques relâmpago». O mesmo se pode dizer de «comícios monstro». Mas veja-se o seguinte exemplo estruturalmente idêntico: "menino prodígio" (com hífen ou sem?) Nesse caso, vejo com freqüência o plural «meninos prodígios». Ou ainda "trabalho porco" (com sentido de grosseiro), formando o plural «trabalhos porcos». Corre uma explicação pela qual a variação do segundo elemento se daria, ou não, conforme houvesse, ou não, uma preposição subentendida. Assim, teríamos: "efeito (de) estufa (efeitos estufa); "meio ambiente (meios ambientes); no entanto, tal não é corroborado pelos exemplos citados acima.
Reforma ortográfica
É com grande satisfação que descobri este endereço eletrônico. Há dez anos ouço falar de reforma ortográfica e muitos itens são completamente pertinentes (abolição do trema é um deles, embora descobrir a pronúncia correta de algumas palavras seja um desafio, porque pessoas mais humildes no Brasil pronunciam "tranquilo" como "trankilo"). Gostaria de resolver uma dúvida: em Portugal pronuncia-se o de forma fechada o ditongo "ei" de vocábulos como "Assembléia"? Considero que, se afirmativa a resposta, ainda assim haja a necessidade de dupla grafia, como no caso de "trocámos", "andámos" que no Brasil são escritas sem acento por serem pronunciadas com nasalização (a forma aberta, como determina a praxe portuguesa, só é utilizada por quem tem mais de 60 anos ou em músicas antigas, como "O Rei do Gatilho" do sambista Moreira da Silva (1902-2000). Grato desde já pela atenção a mim dedicada.
Uxoricídio
Existe a palavra "femicídio" em português, para designar o acto de matar mulheres – comum em casos de violência doméstica – (existe em espanhol e em inglês o equivalente). Qual a palavra que pode ter o mesmo sentido em português? Obrigado pela atenção dispensada.
Quebra-línguas, trava-línguas ou entrava-línguas?
A propósito da tradução do texto de uma partitura em russo, o tradutor traduziu: "Quebra-línguas para Piano – 50 Exercícios para a Velocidade". Por "Quebra-línguas" não me soar bem em Português, desejo a correcção do termo se for caso disso.
Forma de tratamento de um Grão-Duque
A minha dúvida é qual é a forma de tratamento dirigida a um Grão-Duque. Será «Vossa Alteza Grão-Ducal»? «Vossa Alteza Real»? Gostaria que me elucidassem sobre o assunto. Obrigada!
