DÚVIDAS

A etimologia de Tinoco
Continuo a visitar com frequência o manancial de informação sobre a língua lusa e sinto que não vos tenho reiterado, quantas vezes deveria, o meu apreço e admiração pelo tão louvável que a "minha" SLP tem desenvolvido. Lastimo que ainda nada tenha sido feito, ao nível oficial, para corrigir o erro comum na designação do cidadão ou habitante de Israel. No meu trabalho diário de jornalista sinto que estou a fazer um grande disparate quando sou forçado a escrever, por exemplo, um "árabe cristão israelita", para designar um cidadão de Israel, de etnia árabe e religião cristã. Mas hoje gostaria de aproveitar a generosidade dos vossos serviços, para esclarecer, por simples curiosidade, qual a etimologia do patronímico "Tinoco", que encontro também no dicionário do meu querido amigo Dr. José Pedro Machado, como substantivo masculino, usado na gíria. Desde já muito grato.
Sobre um vocativo em soneto de Camões
Deparei-me recentemente com um soneto camoniano, cuja análise sintáctica me suscitou algumas dúvidas, designadamente o seguinte contexto: «Lembranças que lembrais meu bem passado para que sinta mais o mal presente, deixai-me (se quereis) viver contente não me deixeis morrer em tal estado.» Gostaria de saber qual a função sintáctica de «lembranças» (v.1). Julgo ser um vocativo, todavia a ausência de vírgula gera algumas dúvidas. A oração principal será «lembranças ... deixai-me viver contente». Pelo meio ficam a relativa e a final. O sujeito da principal só poderá ser um «vós» subentendido, nunca «lembranças», que assim apenas poderá ser um vocativo. Estarei correcta? Grata.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa