DÚVIDAS

Covilhete, lavandiscas, lamparina, etc.
Estou a fazer um levantamento minucioso dos diminutivos que se encontram numa obra. Contudo, deparei-me com algumas dúvidas no que diz respeito às formas seguintes: – Covilhete – Lavandiscas – Lamparina – Farrusca – Donzela – Sachola – Cravina – Estampilha – Sozinho Será que o sufixo que parece ser um sufixo de diminutivo tem mesmo o valor de diminutivo? Eis o contexto em que se encontram essas palavras: «E o pasto delas era o meu jantar.../E a serra a toalha, o covilhete e a sala.» «No arame oscilante do Fio/ amavam (eram o mês do cio)/ Lavandiscas e tentilhões.» «Triste, ao clarão da lamparina que desmaia.» «Corujas piando, Farrusca ladrando.» «E quando dobrava na terra algum sino/Por velho, ou donzela/ A meu Pai rogavam...» «Empresta, bom homem, a tua sachola.» «Ó Georges, vê! que excepcional cravina..» «Chegou uma carta tarjada: a estampilha/Bastou-me enxergar..» «Eu sou sozinho, tu tens teus Pais.» Muito obrigada.
Laxismo/laxiorismo
Tenho suportado a utilização de "laxismo", pois tinha como correcto o vocábulo "laxiorismo" (assim como está atendido no Lello Universal, na versão que reside comigo). A casualidade de uma consulta levou-me ao dicionário priberam.pt; e voltei a consultar o Lello Universal após ter visto "laxiorismo" ter aproveitado à resposta do senhor D'Silvas Filho a 14/01/2005. Não defendo uma em particular, mas estou realmente confuso; onde existe uma, não existe a outra! Se a versão adoptada pelo vosso consultor é a (mais) válida, há alguma explicação razoável para isso? E alguém pode apontar-me o comportamento como erróneo se persistir no uso da forma "laxiorismo"? Obrigado.
«Assumirem a direcção da empresa para...»
Veja-se a seguinte frase: «Assumirem a direção da empresa para destruí-la foi o desejo inconfesso dos herdeiros». Como se analisa essa frase no que respeita à subordinação que ocorre entre as orações? Há uma oração principal, cujo predicado é «foi o desejo inconfesso dos herdeiros». A minha dúvida se prende a como se dá a subordinação das outras duas orações em relação à principal. «Assumirem a direção da empresa para destruí-la» são duas orações que, juntas, dão um sentido único: não é o simples fato de «assumirem a empresa» que «foi o desejo dos herdeiros», mas assumirem-na com o propósito de destruí-la. A meu ver, o período acima comporta-se em matéria de análise sintática diferentemente deste: "Assumirem a direção da empresa foi o desejo inconfesso dos herdeiros, para destruírem-na. Já, neste período, vemos claramente que uma oração funciona como sujeito e outra como adjunto adverbial, ambas subordinadas à principal. Gostaria, então, de saber como deve ser feita a análise do primeiro período. Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa