DÚVIDAS

Este/esse – aquele
A minha dúvida está relacionada com o uso das palavras este e esse. Já li e reli a resposta que deram a uma consulta anterior sobre este/esse tema, mas não fiquei esclarecido. A questão é esta: Na Gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra, lê-se assim: «Para aludirmos ao que por nós foi antes mencionado, costumamos usar também o demonstrativo esse.» De seguida usa-se como exemplo uma frase de um livro de Alves Redol. Provavelmente não entendi bem o que estes ilustres mestres da Língua queriam dizer. Será que a ideia é que nestes/nesses casos tanto se pode usar isto como isso? Que depende somente do gosto do autor? Peço o favor de me esclarecerem acerca deste/desse assunto.
A pronúncia dos dígrafos latinos (Caesar)
Em primeiro lugar, grande júbilo pela continuação e um brinde à saúde e longa vida do CD! Lendo a muito clara explicação fonética, dada a propósito de «A pronúncia de táxi», lembrei-me de que sempre me confundiu o facto de os dígrafos 'ae' e 'ti' em latim (que, infelizmente, já não aprendi formalmente no liceu), se lerem /é/ e /si/, quando, se se consultar qualquer gramática de latim, a pronúncia recomendada (pronúncia reconstruída) é /ti/ e /ai/. Mais, sendo o "c" sempre explosivo, p. ex. a palavra "Caesar", que veio a caracterizar os imperadores, não deve ser lida "sézar", como usamos fazer, mas "kaizar", precisamente à alemã... (ou aproximadamente à russa, "kzar"). Alguma luz sobre estas discrepâncias? Obrigado.
Uso de «maioria»
Gostaria de colocar a seguinte questão: é correcto dizer «a maioria das pessoas»? Tenho a ideia de que o uso do termo «maioria» deve ser feito isoladamente. O correcto seria, assim, «a maior parte das pessoas» ou «a maioria», simplesmente, mesmo quando não se está a fazer referência a pessoas. «A maioria das vezes» soa-me muito mal, parecendo-me mais correcto dizer «a maior parte das vezes». Outro exemplo: «Muitos jovens são fumadores, mas a maioria não é» parece-me bem; «Muitos jovens são fumadores, mas a maioria deles não é» parece-me mal. Será possível esclarecerem-me? Obrigado e parabéns pelo "site".
O anglicismo semântico “evidência”
Em nossa labuta diária, deparamo-nos com dúvidas atrozes e singelas, onde nossa certeza de bem usar a última flor do Lácio é diuturnamente ameaçada pela barbárie. Eis o motivo da indagação que ora lhe apresento, mediante o seguinte enunciado: O Dicionário Eletrônico Houaiss 1.0 nos diz que a expressão "evidência" tem como primeiro sentido «qualidade ou caráter de evidente, atributo do que não dá margem à dúvida» e, como terceiro sentido, «aquilo que indica, com probabilidade, a existência de (algo); indicação, indício, sinal, traço». Assim, num texto técnico, p. ex., na frase «Nossos trabalhos nos trouxeram evidência de superfaturamento», é seguro afirmar que a palavra "evidência" pode ser substituída por "prova", ou seria mais adequado substituí-la por "indício"? Muito obrigado!
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