A forma “maquinagem”
Boa noite a todos e desde já obrigada pela atenção. Sou estudante de composição (música) e filosofia. Entre outras coisas escrevo letras para canções e deparei-me com a seguinte dúvida: – existe a palavra 'maquinagem' (no sentido de engrenagem)? Tenho a sensação de que a ouço desde há muito tempo, mas para minha surpresa quando consultei o dicionário não constava nenhuma entrada! Obrigada pelo vosso trabalho,
Novamente o pronome se
Recentemente encontrei uma frase assim: «É neste contexto que se percebe as dificuldades encontradas naqueles tempos.» Estará esta frase bem construída ou dever-se-á utilizar «se percebem» em vez de «se percebe»? Obrigado.
A expressão «Desculpe lá!»
A expressão «Desculpe lá!» é correcta? Recordo-me de a minha professora de português do 12.º dizer que não, mas não sei porquê! Obrigado.
Aumentativos de meia e saia
Qual o aumentativo de meia? Meiona ou meião? Qual o aumentativo de saia? Saiona ou saião?
A designação de «colecção de caixas de fósforos»
Existe um substantivo coletivo para "coleção de caixas de fósforos"? Desde já, muito obrigado.
?! ou !?
Gostaria de saber qual a pontuação a colocar no final de uma frase, ou seja, será "?!" ou "!?" Obrigada
As formas mesoclíticas dos pronomes pessoais complementos
Relativamente à conjugação pronominal, gostaria de saber se existe alguma regra que explique a razão pela qual, no futuro e condicional, o pronome, em vez de se colocar no final, se coloca no meio da forma verbal? Agradeço a disponibilidade.
Sobre a evolução das palavras latinas para o português
Em relação às palavras de origem latina e suas evoluções, quais os nomes desses processos evolutivos da língua portuguesa e de que forma evoluíram?
/Sêlo/ dif. de /sèlo/
Gostaria que me esclarecessem quanto à palavra: selo (de correio). Ou seja, diz-se "selo" ou "sêlo"?? Aguardo a v/ resposta que agradeço desde já.
A palavra clépsidra, novamente
De acordo com o ponto n.º 2 da anterior resposta do consultor F. V. P. da Fonseca, a preferência dada à proparoxitonia de "clépsidra" justifica-se por esta acentuação provir do latim, e não do grego, seu étimo base. Também assim o consideram José Pedro Machado, Antônio Geraldo da Cunha e o Dicionário Houaiss, os quais, embora apenas divirjam na datação precisa da entrada do vocábulo no léxico português, são unânimes em que foi no decurso do século XIX que o seu registo foi feito. Disto é exemplo o «Grande Diccionario Portuguez» de Frei Domingos Vieira. Todavia, segundo este autor, "clepsydra" deriva directamente do grego "klepsydra", não dando, por isso, qualquer indicação sobre a presuntiva mediação do latim. Assim sendo, em que lei da história da língua poderemos ancorar o argumento de que o termo em causa foi recebido, não pelo grego, mas por via latina? E se tal fenómeno ocorreu no século XIX, não estaria mais autorizada a voz do Dr. Frei Domingos Vieira? Muito obrigado, uma vez mais, pelo parecer que houverem por bem dar.
