DÚVIDAS

A origem da expressão «fazer a folha»
Qual a origem da expressão «fazer a folha», na acepção de prejudicar alguém? O significado mais preciso será o de elaborar uma relação de empregados e respectivos salários. Mas qual a explicação de este outro significado? Na minha vida profissional, deparo-me frequentemente com a expressão «faço-te a folha». Tendo a desvalorizar a ameaça, por considerar que é demasiado genérica e que pode significar muita coisa, desde riscar o carro até bater ou matar. Mas já tenho ouvido explicações de que se trataria sobretudo de agredir. É, de resto, um dos significados apontados no Dicionário Verbo da Academia das Ciências.
Análise sintáctica de duas frases de Sophia de Mello Breyner Andresen
Em primeiro lugar, gostaria de vos agradecer os bons momentos que tenho passado esclarecendo dúvidas e partilhando curiosidades sobre a nossa língua. Bem hajam! As minhas dúvidas prendem-se com a análise sintáctica de duas frases de Sophia: 1. «Tudo na casa era desmedidamente grande» – será que poderemos considerar «desmedidamente» como complemento circunstancial de modo ou como elemento quantificador que integra o predicativo do sujeito, sem que se possa considerá-lo isoladamente? O predicativo do sujeito será então «desmedidamente grande» ou simplesmente «grande»? 2. «Quando eu morrer (...) mandem construir um navio sobre a minha sepultura» – embora tratando-se de uma frase complexa, poderemos considerar a oração subordinada temporal como o complemento circunstancial de tempo desta frase? Desde já agradeço a vossa colaboração e despeço-me até uma nova oportunidade,
A análise de tudo em frase de Vieira, de novo
Intrigou-me a pergunta feita pelo professor Pedro Figueiredo em 6/12/2005. Intrigou-me tanto, que gostaria de solicitar uma análise mais detida da referida frase, se possível fazendo-se a análise sintática completa. A propósito envio as frases abaixo, semelhantes àquela, para as quais peço o mesmo favor, especialmente quanto aos termos «ambos», «eles» e «todos»: «Marina e Daniel eram ambos estudantes.»; «Marina e Daniel, seriam eles estudantes?»; «Os cientistas premiados eram todos reconhecidamente inteligentes.» Muito obrigado.
Gentílicos femininos iguais aos nomes dos países
Gostaria de saber se nos casos abaixo a forma feminina do gentílico é mesmo igual ao nome do país: 1. Argentina (argentino, argentina) 2. Armé[ê]nia (armé[ê]nio, armé[ê]nia) 3. Líbia (líbio, líbia) 4. Mauritânia (mauritânio, mauritânia) 5. Síria (sírio, síria) 6. Palestina (palestino, palestina – esquecendo o controverso palestiniano) Como complemento agradecia que me esclarececem quanto às terminações dos gentílicos da Armé[ê]nia (arménio ou armeniano?) e da Mauritânia (mauritano, mauritânio, mauro, mouro?) Obrigado.
Sobre o sentido do verbo onerar
No exercício das minhas funções tenho ultimamente sido confrontado com uma interpretação surpreendente da palavra onerar feito pelas seguradoras que pagam serviços de saúde. Tais actos são orientados pela Tabela da Ordem dos Médicos que afirma que «... reoperações efectuadas passado 1 mês sobre a 1.ª intervenção deverão se oneradas em 50% do valor base». Os responsáveis por aquelas entidades “aproveitaram” para dizer que só pagariam 50% do valor base, “explicando” que só devem pagar 50% dos honorários previstos! (Confusão do h!!!) Ora, onerar, na nossa língua, significa sobrecarregar, agravar ou obrigar, pelo que tal expressão subentende que aos honorários base devem ser acrescidos mais 50%. Para legitimar aquilo que digo gostaria de receber de V. Exas um esclarecimento que prevejo coincidente com o meu parco conhecimento da língua. Agradecido.
A diferença entre inspecção e fiscalização
Como técnico de um serviço de inspecção e de fiscalização de um organismo público no qual surgem frequentemente por parte de alguns colegas dúvidas relativas à delimitação dos âmbitos destas duas áreas de actividade (inspecção e fiscalização) gostaria de obter um parecer suficientemente exaustivo sobre a distinção entre esses dois conceitos. Agradeço desde já a atenção dispensada.
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