DÚVIDAS

Loriguense(s) = loricence(s)
Existe na serra da Estrela uma vila cujo nome é Loriga. Sou habitante desta terra e desde a minha infância que ouço os habitantes denominarem-se de «loriguenses». Acontece que o antigo nome desta vila, que ja foi sede de concelho, era 'Lorica', nome latim. Seria correcto se os habitantes se pudessem denominar «loricenses»? Penso no caso de Braga, cujo nome em latim era 'Bracara Augusta' e cujos habitantes hoje se chamam de «bracarenses».
Sobre o uso de desordem e perturbação
Será correcto usar «desordem» no sentido patológico de «perturbação»? No dicionário Houaiss não se grafa tal significado, e parece-me que se trata de uma tradução bárbara do inglês "disorder", que é aqui um termo médico comum para «perturbação», tal como "condition". Ora, não se diz em português, parece-me, «Tenho uma desordem mental» ou «Tenho uma condição na pele», mas, sim, «Tenho uma perturbação mental» ou «Tenho uma perturbação na pele». Podem esclarecer-me? Obrigado pela ajuda e continuação do excelente trabalho!
As formas têm e tẽem, de ter
Por que motivo se abandonou a forma "teem" por "têm", quando a pronúncia se calhar até recomendaria uma forma que ligasse a "entretém", "também", "Sacavém", ou seja, uma hipotética forma "téem"? "Téem" mantém as duas sílabas visualmente correspondentes à pronúncia. E se "têm" tem de ser lido com duas sílabas, então porquê termos "vêm" por "véem", mas termos só "vêem", este sim perfeitamente lógico, com duas sílabas. Ainda por cima, "ê" não corresponde em mais nenhum caso senão nos "-êm" ao som "â" (peço desculpa por não saber utilizar o alfabeto fonético). Já "é" por "â" é comum nos tais "-ém".
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