Relações fonéticas e gráficas entre palavras
Gostaria que me ajudassem a esclarecer algumas dúvidas relativamente aos conceitos de homonímia e homografia. São conceitos que nunca me suscitaram quaisquer dúvidas, mas ao ler as definições da TLEBS, fiquei confusa. De acordo com a TLEBS, a homografia é a «propriedade semântica característica de duas unidades lexicais que possuem a mesma forma gráfica (homógrafos), formas fonéticas idênticas, mas conservando significados diferentes». O exemplo dado é: «canto – verbo cantar, presente do indicativo, 1.ª p.s. canto – substantivo masculino» A homonímia é definida como a «propriedade semântica característica de duas unidades lexicais que partilham a mesma grafia e/ou a mesma pronúncia, mas que conservam significados distintos». Os exemplos dados são: «Existe homonímia entre: sede – vontade de beber sede – local Existe homonímia entre: canto – verbo cantar, presente do indicativo, 1.ª p.s. canto – substantivo masculino» Julgava que as palavras homófonas se caracterizavam pelas formas fonéticas iguais, tendo, no entanto, formas gráficas e significados diferentes (ex: “conselho”/ “concelho”); e que as palavras homónimas se caracterizavam pelas formas fonéticas e gráficas iguais, mantendo significados diferentes (ex: canto/canto). Assim sendo, consideraria “sede”/”sede” palavras homógrafas, uma vez que apresentam formas fonéticas diferentes ([ɛ] vogal semiaberta e [e] vogal semifechada) e significados diferentes e formas gráficas iguais. Além disso, não consideraria “canto”/”canto” palavras homógrafas, mas sim homónimas.
O conceito de subjectividade em linguística
O que quer dizer o termo «subjetividade» dentro da lingüística? Enunciação e enunciado? Grata.
Abreviatura de reinado
Gostaria de saber se é correcto usar a abreviatura «r.» para «reinado». Por ex: (r. 656-659 a. C.). Obrigado.
Regência do verbo interessar
Tenho uma dúvida quanto à concordância do verbo «interessar». Exemplificando, deve dizer-se: 1 − O urbanismo interessa aos arquitectos. Ou 2 − O urbanismo interessa os arquitectos. Obrigado.
Flexão do verbo doer
O meu filho frequenta o 3.º ano do 1.º ciclo, e a sua professora ensinou-lhe o verbo «doer». Ela conjugou-o como se fosse um verbo regular («eu doo», «tu dois», «ele dói», etc. no presente do indicativo e noutros tempos). O verbo «doer» deverá ser flexionado assim? Não deveria ser constituído por uma forma e o seu dativo? Ex: «Dói-me a perna»/«dói-vos a cabeça»/etc.?
Conectores
Sou aluna do 12.º ano e não consigo terminar um exercício sobre articuladores da página 209 do livro Das Palavras aos Actos 10.º ano. As frases cujos conectores não consigo classificar são: 1 – Mal a noite caiu a inspiração iluminou o espírito artístico do escritor. 2 – Assim como o lavrador trabalha a terra o poeta cultiva a sua arte pelo trabalho da linguagem. 3 – Para que a literatura faça sentido, é preciso vivê-la. 4 – Quanto melhor for a qualidade poética maior será o poeta. Os articuladores são o mesmo que conectores, não é assim? É que na lista dos conectores não encontro nem: «a», «o», «é preciso» e «maior». Ou não serão estes os articuladores?
O predicativo do objecto directo num soneto de Camões
Gostaria que me pudessem tirar uma dúvida. «Ela viu as palavras magoadas Que puderam tornar o fogo frio, E dar descanso às almas condenadas.» Como posso classificar a palavra «frio» no verso anterior em relação ao contexto? Desde já agradeço pela ajuda!
Divisão e classificação de orações
Devido a não concordar com as soluções de um manual de Língua Portuguesa do 9.º ano de escolaridade, peço-vos o favor de me esclarecerem sobre a divisão e classificação das seguintes orações: a) «Ali se acharam juntos[...]/Os que habitam o Arcturo congelado/E os que o Austro tem.» b) «Assi recebem junto e dão feridas,/Como a quem já não dói perder as vidas.» c) «Tão temerosa vinha e carregada,/Que pôs no coração um grande medo.» Grato pela atenção dispensada, envio os meus melhores cumprimentos.
Pronome demonstrativo em redacção
Qual é o correto? «No caso de convênios de pesquisa entre as instituições públicas de que trata o art. 1.º e entidades privadas, poderá haver repasse compensatório daquelas, na forma da regulamentação desta lei e respeitado como limite superior, o percentual investido por ESSAS.» Ou «No caso de convênios de pesquisa entre as instituições públicas de que trata o art. 1.º e entidades privadas, poderá haver repasse compensatório daquelas, na forma da regulamentação desta lei e respeitado como limite superior, o percentual investido por ESTAS.»
Ainda sobre o mirandês como língua
Se, como li no Ciberdúvidas, o mirandês não passa de um dialecto politicamente elevado a língua, pergunto, porque discordo: 1.º – como diferenciar o dialecto mirandês, que a maioria dos portugueses não entende (salvo algumas palavras), do brasileiro ou do alentejano que qualquer português compreende, excepto nos casos de pronúncia muito "cerrada"? 2.º – Não se deveria então considerar o catalão como um dialecto elevado a língua?... 3.º – E o galego: é um dialecto ou uma língua de Espanha? Ou não será um dialecto português da Península? Compreende-se melhor o galego que o mirandês (quando falados devagar e sem pronúncias regionais)!
