DÚVIDAS

Coesão: «Um..., o outro»
Antes de mais, parabéns pelo excelente trabalho desenvolvido! Tenho uma questão... no excerto: «Portugal tem dois vizinhos: o oceano Atlântico e a Espanha. Um deles foi visto durante muito tempo como uma opção arriscada, traidora e perigosa, o outro era líquido.» Numa questão apresentada em aula, considerou-se que, ao recorrer a "um deles" e a "o outro", se punha em evidência a coesão interfrásica. Esta análise é a correta? Se sim, por que razão? Muito obrigada pela atenção dispensada!
Advérbio de negação: o regionalismo "num"
Sou minhoto. Acontece que, normalmente, no registo oral, pronuncio não como "num". Por vezes, dou comigo a dizer: "Num sei", "Num vi", "Num me disseram nada", entre outros casos. Gostaria de saber mais sobre esta diferença entre as duas maneiras de dizer. No entanto, não encontrei "num" no dicionário nem nenhum artigo na Internet que tocasse, precisamente, o que vos descrevo. Está registada? É aceitável ou "mau português"? Foi já abordada por algum entendido na matéria? Há outras variações noutras zonas do país? Aguardo, se possível, uma resposta complexa e pormenorizada que satisfaça esta curiosidade. Obrigado.
«Tarte de noz» e «tarte de nozes»
Tenho vindo a notar que em muitas embalagens e placas informativas, principalmente no ramo da alimentação, têm vindo a usar muito o singular das palavras, como por exemplo: «tarte de noz.». Esta seria talvez, confecionada com mais do que apenas uma noz. Qual seria o mais correto: «tarte de noz» ou tarte de nozes» ou «tarte com aroma a noz»? Porque temos uma outra situação relacionada com os sabores e aromas. Normalmente dizemos: «bolo de laranja», «bolo de maçã», «bolo de banana», e por aí além, mas existe alguma regra no que diz respeito às quantidades, para definir se o nome é no singular ou no plural? Obrigado.
O verbo combater
Recentemente estive lendo o Dicionário prático de regência verbal de Celso Pedro Luft (um bom livro!). Lá, deparei-me com um caso curioso: o verbo combater podendo ter dois "objetos indiretos". O autor diz que o verbo é transitivo indireto e cita as preposições com, contra, por e a locução prepositiva «a favor de»... Depois disso, observei uma frase: «Combati contra José pela liberdade.» Temos, na frase citada, dois objetos? «Pela liberdade» não dá uma ideia de locução adverbial de causa? Obs.: A frase [em questão] não foi lida no livro, e sim em um artigo; mas, [apoiado] na visão de Luft, julguei dois objetos indiretos. Desde já agradeço a enorme atenção que os Senhores sempre tiveram.
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