Adjectivo vs. particípio passado
Definitivamente, acho humanamente impossível entender quando a palavra está um adjetivo ou particípio. Querem ver? Na frase «Eu tinha o corpo coberto de folhas», se coberto for um adjetivo, «de folhas» será um complemento nominal, mas se coberto for um particípio, «de folhas» será um agente da passiva. E então? Ajudem um pobre a entender BEM isso.
Grande abraço, amigos do Ciberdúvidas!
O sujeito em «Onde lhe dói?»
Em «Onde lhe dói?», qual é o sujeito e sua classificação? Tal frase gerou muita polêmica.
Grato.
A palavra enigmística
Já tenho visto escrita a palavra "enigmística", como respeitando às actividades lúdicas centradas na produção e resolução de enigmas, mas não a encontrei registada em vários dicionários que consultei. Será abusiva a sua utilização?
Os verbos no imperativo ou no infinitivo (nos manuais de instruções)
Uso frequentemente os verbos no imperativo, mas encontro referências no infinitivo como no texto de manual abaixo. Qual seria a forma correcta?
«Nunca fazer funcionar a bomba a seco.»
«Depois de enchida e drenada a instalação, verificar se o sentido de rotação do motor é correcto; então abrir as comportas e pôr em funcionamento a bomba.»
«Verificar se a bomba "trabalhe" nos limites do seu campo de rendimento e que a absorção de corrente não exceda o valor indicado na placa. Se necessário, parcializar a comporta de compressão ou regular o limite de activação do pressostato, se presente.»
«Antes de voltar a pôr em funcionamento a bomba após um longo período de inactividade, controlar que não esteja bloqueada e travada por incrustações ou outras causas.»
«Nesse caso, agir com uma chave de fendas na ventoinha do motor para que o veio rode livremente.»
Publicações sobre a expressão oral
Começo por vos agradecer a ajuda do Ciberdúvidas no esclarecimento das inúmeras dúvidas que me surgem relativamente à língua portuguesa.
Gostaria, porém, desta vez, de vos pedir ajuda na indicação de uma publicação sobre a expressão oral já que tenho tido alguma dificuldade em encontrar um livro que me ajude a mim e, obviamente, aos meus formandos, de uma forma interessante e actual a melhorar essencialmente a expressão oral. Tenho encontrado na Internet muitas publicações em português brasileiro, mas o que pretendo é em português de Portugal.
Muito obrigada.
Cristina Moreira
A vírgula após as palavras enfim e portanto
Gostaria de saber se nos períodos abaixo deve haver vírgula após as palavras enfim e portanto e qual a justificativa para o uso ou não da vírgula nesses contextos.
1) «Faz também parte da descrição a sensibilidade "interna" do universo do observador: alegria, tristeza, amor, ira, enfim estados emocionais.»
2) «Precisamos utilizar uma linguagem denotativa, portanto referencial.»
Grata pela atenção.
Substantivo próprio e determinante
Substantivo próprio tem ou precisa de um determinante?
Imaginário/imaginável e controlar/contornar
Encontro-me a fazer um trabalho sobre modismos e tenho dúvidas quanto à justificação teórica do aparecimento destes dois barbarismos, não sabendo sequer se os posso classificar como barbarismos de frases feitas:
«Possível e imaginário» por «Possível e imaginável » — imaginário/imaginável
«Controlar a praça» por «Contornar a praça» — controlar/contornar
Actos de fala e exemplos
Gostaria que me esclarecessem sobre os vários actos de fala e exemplos.
Obrigada!
Sobre os vocábulos amor-perfeito, guarda-marinha e pescado-real
À luz da TLEBS 2004, o vocábulo amor-perfeito passou a ser uma palavra lexicalizada, logo simples. Tendo em conta isto, os vocábulos guarda-marinha e pescado-real são palavras simples ou palavras formadas por composição morfossintáctica?Já agora pescado- real, trata-se de um nome + adjectivo ou de um verbo (particípio passado) + adjectivo?
