O emprego do termo dialeticidade
Por favor, gostaria de saber sobre o emprego do termo "dialeticidade".
Não o encontrei registrado no vocabulário da língua portuguesa nem em dicionário algum, no entanto, trabalho em um tribunal onde o uso de tal palavra é corriqueiro e justificam como «termo consagrado pelo uso». Isso é possível, uma vez que apenas no círculo da magistratura se conhece esta palavra? Não se trata de neologismo ou outro vício de linguagem?
Obrigada.
«Modelos análogos» e «modelos analógicos»
Trabalho em modelos físicos que simulam processos naturais (geológicos) que ocorrem à superfície ou no interior da Terra. Devo dizer que esses modelos são "análogos" ou "analógicos"?
Novo acordo, marcação de erros ortográficos
Durante a fase de transição, quando é que um professor/corrector de provas (v. g. exame nacional) deve assinalar erro e penalizar o aluno/examinando em palavras com biortografia?
«Informamos que encerramos dia... e reabrimos dia...»
Gostaria que me dissesse qual o aviso que se encontra mais correcto verbalmente:
1) «Informamos que estaremos encerrados do dia... ao dia...»;
ou
2) «Informamos que encerramos dia... e reabrimos dia....»
Obrigada.
Os significados de cabido
A que se refere o povo quando designa como cabido uma parte de uma igreja ou capela, tendo em conta que o dicionário refere cabido como um agrupamento de cónegos.
Agradeço desde já a vossa resposta.
«Acertar na muche»
Diz-se «acertar na "muche"»? Ou é 'buche'? Já li e ouvi das duas maneiras... Qual a origem e o significado da expressão?
Obrigado.
Responsivo, responsividade
A pergunta é: as palavras responsivo/responsividade podem ser utilizadas para indicar uma alteração no estado de consciência. Do inglês «this patient is not responsive».
Copeira
Pretendo usar num texto a palavra copeira para designar a empregada que serve café à mesa numa cafetaria. Hesito na correcção desse uso, já que, embora ela seja abundantemente utilizada até para oferecer empregos desse tipo, os dicionários ligam-na sempre a casas ou hotéis, e não a cafés ou cafetarias. Está correcto usar, em alternativa a empregada de mesa, a expressão copeira (que eu preferia, esteticamente falando)?
Antecipadamente obrigado,
A grafia de Guisande
A minha aldeia é Guisande, do concelho de Santa Maria da Feira.
Em Portugal, para além desta, existe ainda a freguesia de Guisande, no concelho de Braga.
Por aqui ainda existe alguma confusão e até alguma polémica, que por vezes geram discussões e que decorrem da grafia. Será "Guisande", com S, ou "Guizande", com Z? Recordo que de há trinta anos para trás era vulgar a grafia com o Z, inclusive era usada pelo velho pároco local.
Sei que a mudança para a grafia com o S ocorreu pela ideia incutida e ensinada por algumas professoras do ensino primário local.
Pessoalmente entendo que se devia manter a grafia com o Z. Penso que não há nenhum motivo para a prática do contrário. Ainda hoje há exemplos toponímicos onde se preserva a grafia com o Z. Atente-se nos exemplos: Carrazeda de Ansiães; Oliveira de Azeméis; Azeitão. Para além destes, e outros haverá, existem múltiplos exemplos, como Azevedo, Gazela, Azeite, Azo, Azimute, Azelha, Azar e por aí fora.
Ora se a ideia subjacente à mudança ensinada pelas professoras quanto à grafia do topónimo Guisande era de que o S entre vogais vale Z, então o porquê da existência de todos os exemplos que apontei?
Pergunto, pois, qual a norma e, no caso concreto, qual a grafia correcta para Guisande?
Grato pelos esclarecimentos.
A regência de curioso
Qual a opção (mais) correcta: «alguém curioso em saber algo», ou «alguém curioso por saber algo»?
Grata pela atenção.
