DÚVIDAS

Sobre o imperativo do verbo poder
Neste momento, deparo-me com uma dúvida muito intrigante relacionada ao imperativo do verbo poder. Segundo a Gramática de Português, de José M. de Castro Pinto, editada pela Plátano Editora em 1998, no seu apêndice de verbos regulares, na pág. 293, este verbo não tem imperativo, tal como o verbo querer. Porém, na base de dados da Mordebe, o imperativo está lá presente. Como explicar esta questão? Por outro lado, será que as formas apresentadas na Mordebe estão correctas? Faço essa questão por me parecer que as formas apresentadas não têm na sua essência uma ordem; característica própria do modo imperativo. Gostaria também que formulassem frases em que as formas imperativas da Mordebe estivessem incluídas no afirmativo e negativo, isto no imperativo. As formas são: pode, possas, possa, "podai", "possai", possam, possamos. Desde já peço desculpas pelo trabalho que vos dou, mas agradecia que me respondessem à totalidade da minha questão.
Ainda a palavra porta-fólio
Peço desculpa, mas volto a insistir com a mesma questão que enviei, mas que não foi respondida, penso que pelo facto de já ter sido objecto de uma resposta. Todavia, continuo com dúvidas em relação à mesma. No dicionário da Porto Editora (na Internet) encontram-se registadas as formas: portefólio, porta-fólio e portfólio do inglês portfolio. Aqui, a vossa resposta é porta-fólio. Gostava de saber se só esta é que está correcta, ou se as outras três se podem também utilizar, mas contudo dar mais preferência a porta-fólio. Quanto ao termo vernáculo de site: o mais correcto será sítio, portal ou sítio na net? Mais uma vez obrigada pela vossa atenção.
«A gente não está cabendo em si»
Ultimamente as paradas de ônibus, aqui, em Brasília, apresentam uma propaganda de duas escolas de ensino superior cuja redação me intriga: «XXXX (nomes das Escolas) vencedoras profissionais do ano pela XXX (nome da empresa que contemplou). A gente não está cabendo em si.»Minha dúvida: está correta a última frase? «A GENTE não está cabendo em SI»?Muito obrigada pela gentileza da resposta.
Frases que (não) dispensam a vírgula
Há tantos anos que me enriqueço com o vosso site… chegou a minha vez de colocar uma questão. (1) «Utilizo o dicionário, quando não compreendo o significado das palavras.» (2) «Faço anotações, enquanto leio.» (3) «Verifico a ortografia, quando tenho dúvidas.» (4) «A compreensão torna-se mais fácil, quando o leitor coloca previamente perguntas sobre o tema do texto […].» Bem sei que, de acordo com Celso Cunha e Lindley Cintra, devemos utilizar a vírgula «para separar as orações subordinadas adverbiais, principalmente quando antepostas à principal». No entanto, parece-me que as frases acima dispensam a vírgula (pior: parece-me um erro). Aliás, na Nova Gramática, um dos exemplos a que os autores recorrem para ilustrar as orações subordinadas adverbiais temporais é «Renovaram a fogueira até que chegasse a luz da manhã.» Deve-se ou não se deve utilizar a vírgula nestes casos? Agradeço antecipadamente a vossa resposta e dou-vos os parabéns pelo magnífico trabalho. O Ciberdúvidas é uma pérola.
Objectal = relativo a objecto
Gostaria de saber se existe alguma razão objectiva para a não existência da palavra "objectual" nos dicionários que consulto. Deparo-me muitas vezes com a necessidade de usar qualquer termo que signifique «relativo a objecto» ou até «oposto de ideal», porque me encontro a trabalhar sobre temas teóricos relacionados com a produção «de objectos» e não me sinto à vontade para utilizar vocábulos que não encontro nos dicionários, embora o tal termo "objectual" seja objecto de uso frequente, por exemplo, em páginas da Internet. Muito obrigado pela resposta que me derem.  
Outra vez «há cinco minutos (que)» vs. «a cinco minutos (de)»
Parabéns pelo excelente trabalho que vocês realizam! Minha dúvida: «Estou a trinta quilômetros de casa.» «Estou há trinta minutos de casa.» «O ônibus passou há 3 minutos.» «Estou há décadas da ditadura.» Nessas frases, tenho dúvidas a respeito do emprego da preposição a e do verbo haver. É correto empregar a preposição para designar distâncias e empregar o verbo para fazer referência a tempo? Quais são as formas corretas? Por quê? Em um anúncio de uma rede de hipermercados, vi o seguinte enunciado: «Hipermercado X, daqui a 3 minutos.» Esta frase está correta? Por quê? Quando usamos a expressão «cerca de», há alguma alteração no emprego da preposição a ou do verbo haver (exemplos: «O acidente ocorreu a cerca de 30 km de São Paulo»; «O ônibus passou há cerca de 3 minutos»)? Muito obrigada!
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa