DÚVIDAS

Sobre o verbo bazar
Há tempos li uma versão adaptada da Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto (Verbo Juvenil). Se a minha memória não me engana, nesta obra a palavra bazar é utilizada para nomear a acção de um barco deixar o porto. Hoje em dia, esta palavra é tida como neologismo angolano. Já teve esta palavra o referido significado? Se sim, é de algum modo legítima a classificação desta como neologismo angolano, quando na realidade já era usada por gente de Portugal há tanto tempo? Não se estará a tomar o reavivar de um arcaísmo por neologismo?
A propósito do palavrão, no Porto (Portugal)
A propósito do texto Semiótica do palavrão, de Paulo Moura, inserido no tema Lusofonias do vosso site e que tão bem retrata a realidade portista, onde ele sugere a dado passo: «No Porto, os palavrões não são obscenos: são uma arte e uma filosofia. Não sei se algum linguista analisou alguma vez este fenómeno. Mas valia a pena. Primeiro porque, no Porto, os palavrões são fiéis à sua natureza — são vulgares e ordinários. Não são, como noutras regiões, raros e extraordinários. São de todos, e não de uma elite indecente. Depois, porque servem para exprimir uma sabedoria.» Também eu gostaria de saber se existem estudos sobre a matéria e muito grato ficaria se mo comunicassem. Tenho aproveitado a situação de reforma para me dedicar ao estudo da língua portuguesa e este tema é deveras interessante. Os meus agradecimentos antecipados.
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