Enveredar ≠ envidar
Gostaria de saber se está correcto dizer-se:
«enveredar esforços»
Sempre disse «envidar esforços», mas uma jornalista insiste comigo que se pode dizer enveredar alegando que reforça a ideia e que é um termo mais forte.
Está correcto dizer-se «enveredar esforços»?
Verbos transitivos directos: desembaraçar e roubar
Na frase «Mamãe desembaraçou as tranças de vovó», o verbo desembaraçar é transitivo direto e indireto?
E em «O menino roubou as calças de Jan»? Neste caso, «de Jan» é objeto indireto?
A regência do verbo respeitar
Tenho analisado a regência do verbo respeitar, e tal suscita dúvidas!
Como se deve dizer, por exemplo:
1) «Esta conta respeita às compras efectuadas...», ou «... respeita as compras efectuadas...»? (em contabilidade)
2) «Respeita o teu pai e a tua mãe», ou «Respeita a teu e a tua mãe», ou, ainda, «Respeita ao teu pai e à tua mãe»?
Obrigado imenso!
Dever e ter de em normas oficiais
Consulto frequentemente o vosso sítio e desde já vos felicito pelo excelente trabalho.
Tenho um problema com a utilização do deve (opcional) ou tem de (obrigatório).
Uma norma (conjunto de regras a seguir) é (ou devia ser) escrita utilizando o princípio da clareza (linguagem clara e compreensível para todas as pessoas).
Sendo a frase:
«A entidade X deve escolher o método A ou o método B e deve aplicar o método escolhido no quadro 1.»
Neste caso, o «deve aplicar» está correcto, ou utiliza-se tem de ou mesmo o verbo na forma activa?
Outro caso:
«A entidade X deve garantir os items x, y e z.»
Se é uma norma (regra a seguir) obrigatória, o deve na frase torna a acção opcional.
Neste caso, penso que deveria ser «A entidade X têm de garantir...» ou «garante» de forma a a acção ou situação ser obrigatória.
Quando uma norma é transposta a aviso na legislação portuguesa através do princípio da legalidade (onde a norma fica submetida à lei), contendo o mesmo texto (com deve), como deve ser interpretada?
Este problema é claro na língua inglesa, onde shall e must são claramente opcional e obrigatório, respectivamente.
Mas a tradução de normas EN para PT origina muitas situações idênticas às referidas.
Como fica: deve, ou tem de?
Grato pela atenção.
«Tenho dito»
Gostaria de perguntar se a expressão «tenho dito» utilizada para expressar a conclusão de uma fala ou frase é correcta. Não será mais apropriado «tenho-o dito»? Isto porque me parece um decalque da expressão castelhana «lo he dicho» e porque faz mais sentido com artigo, referindo-se ao objecto em questão, ou seja, à fala/frase que se acabou de dizer.
Obrigado desde já pela resposta e por me ajudarem tanto no meu trabalho.
O significado da palavra plasmado
O que significa a palavra plasmado?
Sobre o verbo envidar
Gostaria de vos colocar a seguinte questão: o verbo envidar é transitivo, logo, não prescinde de complementos directo e indirecto; resta saber se é um verbo cativo de um complemento fixo, o que se traduz numa expressão idiomática, ou seja, «envidar esforços»; para concluir, é legítimo utilizar outros sintagmas, tais como, «envidar os meus cuidados», «envidar o meu desprezo», etc.?
Agradecido, desde já, pelo envide dos vossos esforços na solução das nossas dúvidas.
A origem da expressão «peneirar o fraque»
Por favor, qual a origem da expressão «peneirar o fraque»?
Sobre o verbo queixar-se
Na frase «O aluno queixou-se do professor ao diretor», temos dois objetos indiretos («do professor» e «ao diretor»)? É correto?
Obrigado por esclarecer-me.
O predicado verbo-nominal e o predicativo do sujeito
Em resposta apresentada no dia 07/04/2006, referente à pergunta «Gostaria de saber se, nas orações «o professor ministrou a aula lentamente» e «o juiz proferiu a sentença vagarosamente», os termos lentamente e vagarosamente são predicativos do sujeito», a atenciosa consultora ofereceu várias explicações, incluindo esta:
«[...] Os predicados podem ser:
predicado verbo-nominal – existem dois núcleos significativos: um verbo significativo e um predicativo do sujeito. («A Joana sorriu animada») [...]»
Minha dúvida reside no já exaustivamente abordado tópico do predicativo do sujeito. Após ler diversas considerações sobre o tema no sítio do Ciberdúvidas e em gramáticas normativas, concluí que o predicado verbo-nominal existe só quando há um predicativo do objeto (e, para isso, é necessário haver verbos como considerar, julgar, fazer, etc., que pedem complemento). Nos casos em que há predicativo do sujeito e verbo de ligação (ex.: «João é bonito»), o predicado é nominal. Já para os casos em que há um verbo significativo, seguido de um “qualificador” do sujeito, esse “qualificador” corresponde a um aposto, e o predicado é verbal (exs.: «Maria sorriu entusiasmada.» «Maria chegou atrasada.» «Maria olhou o mar, triste.»).
Minhas conclusões podem ser consideradas verdadeiras? Se houver equívoco(s), onde ele(s) está(ão)?
A afirmação da consultora parece destoar de minhas conclusões, visto que, para ela, a frase «A Joana sorriu animada» contém um predicado verbo-nominal e, neste, um predicativo do sujeito («animada»). No entanto, em outras respostas, termos em posição semelhante foram tratados como aposto (ex.: «A rapariga sorriu entusiasmada»).
Outra questão: pode haver predicativo do sujeito sem que haja um sujeito explícito? No Brasil, circula uma conhecida canção que começa assim: «Era uma casa muito engraçada [...].» O sujeito é «uma casa», certo? Mas eu poderia dizer apenas «Era uma casa» ou «Era janeiro» ou «Era um bom homem» e considerar que haja (ou há?) somente predicativo do sujeito?
Quando penso que estou começando a entender o assunto, leio, leio e fico mais confusa. Por favor, ajudem-me. Muito obrigada!
