DÚVIDAS

Ênclise no subjuntivo (frases optativas)
É sabido que os tempos do subjuntivo são quase invariavelmente precedidos de partículas atrativas (conjunções integrantes, condicionais ou teporais), o que impõe a próclise. Todavia, em contextos de exclamação optativa ou em construções elípticas, seria gramaticalmente aceitável o uso da ênclise? Por exemplo, num contexto de fala ou de escrita literária, em vez de «Oxalá o pudesse (fazer)!» ou «Quem me dera que o pudesse!», seria lícito dizer «(Eu) Pudesse-o!»? Existe algum registo histórico ou norma que autorize a ênclise no subjuntivo quando este inicia a frase sem a presença de partícula atrativa? Obrigado.
O complemento do verbo acertar
Qual é a sintaxe do verbo acertar no sentido de «bater, atingir»? O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa traz: «Acertou com a pedra no vidro da janela.» Seria possível «acertar com a pedra "o vidro da janela"»? Qual a função sintática do complemento «no vidro da janela»? A Academia dá ainda este exemplo de Camilo: «O poeta Sarmento chamava-lhe cintura à prova de fogo, porque não havia bala que lhe acertasse.» Qual a função sintática do lhe? Há alguma relação entre o lhe e o facto de o complemento ser no vidro da janela, em vez de o vidro da janela? Agradecidíssimo!
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa