Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Respostas Consultório Classe de palavras: pronome
Fernando Bueno Engenheiro Belo Horizonte, Brasil 239

Qual das frases a seguir está correta? Ou ambas estão?

«Eu sou a Camila do conto. Mas não a sou agora.»

«"Eu sou a Camila do conto. Mas não o sou agora.»

Obrigado.

Desejo um feliz Natal e um excelente 2019, com saúde e paz, a todos os que trabalham para que Ciberdúvidas seja o que é!

Alexsander da Silva Oliveira Assistente Administrativo Brasília, Brasil 179

Gostaria de saber qual o emprego correto dos pronomes relativos na seguinte frase:

«A seguradora "a que ou à qual" pagamos o seguro do carro faliu.»

Entendo que «à qual» ocorre porque se entende o verbo pagar como VTDI [verbo transitivo direto e indireto], ou seja, paga-se algo (o seguro do carro) a alguém (a seguradora). Porém, não entendo por que poderá ocorrer «a que».

Susana Gonçalves Marketing Lisboa, Portugal 285

Qual seria a frase mais correta? E porquê?

«Mais uma vez lhe agradeço...», ou «Mais uma vez agradeço-lhe...»?

Obrigada.

Susana Félix Designer Vila Nova de Gaia, Portugal 269

Qual a frase mais correcta: «Sonhos? Devora-os a todos.» ou «Sonhos? Devora-os todos.»? Fico a aguardar o vosso esclarecimento.

Muito obrigada.

Fernando Bueno Engenheiro Belo Horizonte, Brasil 172

«Havia belas árvores simétricas, de troncos eretos como os das palmeiras, que a um exame mais atento se via serem simples groselheiras.»

Como analisar sintaticamente as orações do período acima? Especialmente gostaria de saber como se classificaria a oração «se via», considerando que a conjunção que exerce a função de sujeito da oração «serem simples».

Agradeço antecipadamente.

Maria Adelaide Miranda Vaz de Carvalho Aposentada Braga, Portugal 283

Qual a formulação correta? «Não gosto de tudo o que me lembra defuntos», ou «não gosto de nada que me lembre defuntos»?

Florbela Teixeira Liberal Paredes, Portugal 361

Qual é o correto «há que o fazer»ou «há que fazê-lo» , «há que a condenar» ou «há que condená-la» ?

Obrigada.

Rodrigo Monteiro Engenheiro Coimbra, Portugal 352

Sou frequentemente corrigido desde que decidi – de acordo com o plasmado no livro de português adoptado para o 7.º ano de escolaridade – utilizar o pronome obliquo tónico com preposição consigo na presença dos pronomes pessoais você/ele/vocês/eles. Gostaria de saber se nas frases que se seguem o uso do pronome em causa está correcto:

1. Você viu o Agnelo, o meu filho mais novo? Eu presumi que ele estivesse consigo!

2. Vocês são responsaveis por estes dois casais de idosos. Eles deverão permanecer o maior tempo possível consigo aqui na sala de estar.

3. Patrão, eu entreguei a guia de transporte ao Mascarenhas, tenho a certeza!A guia tem de estar consigo.

4. Eles são os peregrinos mais obstinados e asseadinhos que conheço! Vou para todo o lado consigo...Lourdes, Compostela...

Em meu entender apenas será consensual porque coloquial usar o consigo na primeira frase, usando-se na segunda frase o «com vocês», na terceira o «com ele» e na quarta o «com eles». Gramaticalmente será correcto usar o "consigo" nas quatro frases?

Muito obrigado, desde já.

Eric Iago Simões Bacharel em Direito Petrolina, Brasil 150

Estudando espanhol, deparo-me com a construção normativa «me lavé las manos», e ainda, lendo Machado de Assis, deparo-me com a construção «Escobar apertou-me as mãos». Interessante que, no dia a dia, fala-se «apertou (as) minhas mãos» ou «beijou (o) meu rosto», mas então, por causa da construção típica da língua espanhola (sendo ela a norma padrão) e do uso dessa construção na literatura portuguesa, comecei a perceber que também se fala «apertou-me as mãos» ou «beijou-me o rosto» no dia a dia.

Por isso, indago sobre essa construção na língua portuguesa e seus aspectos normativos: é possível? É padrão? Ou ainda, qual é a diferença entre «apertou (a) minha mão» e «apertou-me a mão»?

Agradeço antecipadamente a resposta.

Paulo Manuel Sendim Aires Pereira Engenheiro Brasília, Brasil 247

Reparei que algumas gramáticas omitem o pronome relativo (terminologia brasileira) quanta (Celso Cunha...) e outras não (Evanildo Bechara...). Investiguei em várias e verifiquei que todas elas evitavam o tema nos exemplos.

Pela investigação no Google tornou-se-me claro que quanta existia como pronome relativo no português antigo, quer com função de adjetivo, quer com função de substantivo, mas não consegui concluir em relação ao português moderno. Quais das seguintes frases podemos considerar corretas?

A) Daquela água, ele bebeu toda quanta pôde.

B) Daquela água, ele bebeu toda quanto pôde.

C) Ele conseguiu tirar do motor toda quanta água nele tinha entrado.

A mim, me parecem todas corretas, mas fico perplexo com a coexistência de A) e B). Por que é que algumas gramáticas não colocam quanta na sua enumeração exaustiva dos pronomes relativos, mas colocam quantas?