A função sintática de uma relativa restritiva
No segmento «considerando necessária “uma desaceleração interior” que permita dedicar atenção e memória às diferentes vozes», qual a função sintática de «que permita dedicar atenção e memória às diferentes vozes»?
Muito obrigada!
«A quem» entre orações
Quanto ao emprego do relativo quem, Napoleão Mendes de Almeida, em Gramática Metódica da Língua Portuguesa (GMLP), escreve na nota n.º 1.:
«[1] Quem pode ser objeto indireto do verbo antecedente e, ao mesmo tempo, sujeito do consequente (“Escrevo a quem me escreve”); [2] o que não pode ser é objeto direto e indireto ao mesmo tempo [Exemplos de Almeida que não seria possível: “*Premiaremos a quem couber melhor nota”] [3] nem objeto indireto de dois verbos que exigem preposições diferentes.»
Em "As funções sintáticas de quem II", que contém a resposta vossa a um consulente, vós destes como exemplo as seguintes frases:
«Disseram-me a quem telefonaste.»
Pergunto:
Qual é a função sintática que quem exerce? Penso que tal relativo desempenha duas funções sintáticas, uma em relação à oração precedente e a outra em relação à oração sucessiva. Seria «a quem telefonaste» objeto direto de «disseram-me»?
Ou deveria seguir a ótica de Almeida e escrever «Disseram-me aquele a quem telefonaste»?
Ou poderia supor que há um objeto direto indefinido antes de «a quem»: «Disseram-me (a pessoa) a quem telefonaste»?
O mesmo se aplica à vossa frase «Descobri de quem fala o livro»?
Parece-me que as frases elaboradas por vós não vão de acordo com o que disse Almeida em [2], por isso gostaria eu de um parecer vosso quanto a isso.
No exemplo de Almeida em GMLP: «Premiaremos aquele a que couber melhor nota», qual é a função sintática de «aquele» e de «a que»?
Desde já, muito obrigado.
A locução «no que...» (Brasil)
Falar "no que" no lugar de quando está errado?
E por quais motivos estará errado (caso esteja)?
Por exemplo, «No que eu chegar em casa, telefono para você!» (uso de "no que" em substituição a quando)?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Que explicativo e que causal
Gostaria de esclarecer a seguinte dúvida: como identificar claramente numa frase a conjunção coordenativa explicativa que e distingui-la da conjunção subordinativa causal que?
Podem ser dados exemplos com as diferenças existentes entre elas?
Obrigada.
O relativo que e os pronomes pessoais átonos (Portugal)
Grato pelo serviço de excelência do qual tanto beneficiamos.
Pergunto sobre a razão de se ter passado, em Portugal, a fazer uso comum da colocação pronominal como segue, que retiro de uma súmula de notícias de hoje do "Observador": «que nas últimas declarações mostrou-se como o Dono Disto Tudo».
Tenho reparado que, mesmo em vídeos onde os protagonistas dizem com a formulação típica do português europeu, as legendas que surgem aparecem alteradas para a formulação que me faz enviar a questão.
Está norma a alterar ou é utilização acrítica a partir da sintaxe do português do Brasil?
Muito agradeço a Vossa estimada atenção.
Como com verbos no conjuntivo
Aprendi que, nas orações subordinadas adverbiais causais, pode-se usar o modo subjuntivo para uma estética mais erudita.
Exemplo: «Como fosse jovem, tinha muitos sonhos.»
Essa possibilidade existe só para o pretérito ou para todos os tempos verbais?
Exemplo: «Como seja jovem, tem muitos sonhos.»
Obrigado.
Valor comparativo vs. orações comparativas
Boa tarde, prezados professores! No estudo das orações subordinadas, verifica-se que, regra geral, as adverbiais comparativas se posicionam à direita da subordinante. No entanto, admitindo que construções como «em relação ao seu irmão, o Pedro é mais inteligente» e «comparado ao seu irmão, o Pedro é mais inteligente» estejam correctas, o que justifica a anteposição da subordinada em relação à subordinante? Quanto à função sintáctica, serão modificadores da frase ou outra? Por outro lado, em comparativas como «sou mais inteligente do que o meu amigo» e «falo mais do que o meu pai» que funções sintacticas desempenham ambas? Grato pela atenção a ser dispensada. Victorino Abel
Função sintática da oração subordinada adverbial consecutiva
Qual a função sintática da oração subordinada adverbial consecutiva «que já estou a pensar no próximo», na frase «Gostei tanto deste episódio que já estou a pensar no próximo.» ?
Muito obrigada!
A locução «a primeira vez que»
Saudações aos colaboradores desse inestimável espaço!
Diante de minha incontornável dificuldade, peço-lhes ajuda para poder classificar as orações deste período: «A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido.»
Desde já meu sincero agradecimento.
Oração subordinada relativa: «(os) que reviram os olhos»
Considere-se a seguinte frase:
«Toda a gente sabe que a leitura é crucial no desenvolvimento das crianças, mas a realidade do nosso país está longe de o refletir, e muitos são os que reviram os olhos quando...»
A oração «que reviram os olhos» é uma oração subordinada adjetiva relativa restritiva, cujo antecedente é «os», com valor de «aqueles»?
