Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Beatriz Silva Santos Estudante Chaves, Portugal 42

Nesta frase, excerto de um texto de Saramago, «Naturalmente, a sua vida era feita de dias, e dos dias sabemos nós que são iguais», a oração «que são iguais» é substantiva completiva, mas, tratando-se de Saramago, eu dei voltas à oração e parece-me que poderia ser adjetiva relativa restritiva, sendo «que» um pronome relativo cujo antecedente é «dias»: «Nós sabemos dos dias que são iguais.» («que são iguais» pode ser substituído pelo adjetivo iguais – «Nós sabemos dos dias iguais»).

Não sei se faz sentido a minha dúvida. Isto deixou-me baralhada porque eu vejo «dias» como o antecedente.

Obrigada

Diogo Morais Barbosa Estudante Lisboa, Portugal 42

«João, apresento-te a Maria. Acho que vão gostar muito de se conhecer(em).»

O que está entre parêntesis é necessário, opcional ou um erro?

Mariana Silva Professora Esmoriz, Portugal 175

Na frase «Não é porque o carro à nossa frente passou no amarelo que devemos arriscar transitar num vermelho», podemos considerar a oração introduzida por que como sendo uma oração substantiva completiva?

Lourenço Tristão Administrador Curitiba, Brasil 191

No seguinte parágrafo:

«No início, alguns professores apresentaram um pouco de resistência com o recurso digital, por ser algo novo, tiveram receio de que pudesse dificultar o trabalho, entretanto, em pouco tempo os benefícios promovidos pelo recurso se sobressaíram, o que levou os professores a abraçar o projeto.»

O verbo abraçar está corretamente conjugado? Não deveria ser abraçarem?

Gostaria de entender a regra gramatical nesse caso, pois é algo que sempre me deixa em dúvida!

Obrigado!

Maria Cristina Professora Porto, Portugal 216

A oração subordinada presente na frase «O poema desenvolve a ideia de que o mito pode explicar a realidade» é uma oração subordinada substantiva completiva ou adjetiva relativa restritiva?

Grata pela colaboração.

Christian Jiménez Estudante Brasília, Brasil 301

«Seu programa nacional-desenvolvimentista guardava uma série de dificuldades e contradições ao mesmo tempo em que avança a modernização nacional para passos realmente importantes, [bem/assim como] sua fórmula populista de condução política via o risco da ingovernabilidade.»

Seria correto o uso de «bem/assim» como nesse contexto, possuindo o significado de «além disso», «ademais», etc.?

Guilherme Roda de Miranda Estudante Praia Grande, Brasil 272

Há erro gramatical, sendo obrigatório o acompanhamento da preposição em todos os objetos indiretos; ou apenas falta de paralelismo, na frase «Gosto de dançar, cantar e pintar»?

Nessa e em outras estruturas, pode-se omitir a preposição depois de inseri-la no primeiro objeto, quando estes se referirem ao mesmo verbo e à sua mesma regência?

Nessas locuções a seguir, apesar de não haver objeto, também há obrigatoriedade de replicar a preposição?

«Eles passaram a imitar e caçoar.»

«Eles passaram a imitar, caçoar.»

Grato desde já.

José Ribamar de Sousa Professor Vitória do Mearim – MA, Brasil 304

Minha dúvida é sobre a análise desta frase:

«Aprendi meu ofício trabalhando.»

– «Aprendi meu ofício» = minha oração principal.

– «trabalhando» – confesso que fiquei em dúvida na hora de classificá-la.

No meu entendimento há duas possíveis de classificações:

– «trabalhando» = oração subordinada adverbial proporcional / modal reduzida de gerúndio.

Mas, busco uma opinião profissional de vocês.

Como posso classificá-la? Como proporcional ou como modal?

Obrigado!

Matheus Fernandes Nogueira Estudante Juiz De Fora, Brasil 300

Eu percebo que as orações que estabelecem relações de causalidade trabalham com os verbos no presente e no passado (tanto na oração principal quanto na oração subordinada).

Eu queria saber se isso é uma obrigação ou uma facultatividade.

Mais uma coisa: eu posso dizer que as orações condicionais e finais possuem uma relação subsidiária de causa-efeito?

Desde já, agradeço.

 

Rafael Tiba Estudante Brasil 392

Na frase «João admira os mesmos pintores que Caio», entende-se que houve a elipse de «admira», isto é, «[…] que Caio (admira)».

Mas estaria igualmente correta uma frase como «João gosta dos mesmos pintores que Caio», considerando-se que o verbo «gostar» pede objeto indireto?

Se considerássemos somente a elipse do verbo, teríamos esta frase agramatical:

*«João gosta dos mesmos pintores que Caio (gosta)».

Ou seja, há que pressupor também a elipse da preposição de:

«João gosta dos mesmo pintores (de) que Caio (gosta)».

É pressuposto aceitável? Está correta a frase «João gosta dos mesmos pintores que Caio»? Se não, que torneios devemos dar à frase para corrigi-la?

Agradeço desde já quaisquer esclarecimentos.