Contextos hipotéticos: indicativo vs. subjuntivo (Brasil)
Na frase abaixo, qual seria a conjugação correta do verbo poder, ou ambas são aceitáveis?
«Nem em sonhos doces imaginaria que algo assim [poderia/pudesse] acontecer.»
Também gostaria de saber a justificativa caso uma das conjugações seja errada no contexto da frase.
Obrigado.
Repetição de preposição para evitar ambiguidade
Na frase «Caminhou pela rua. Ao contrário do habitual, não se deparou com o corrupio de crianças descalças a brincar e com as mulheres sentadas a bordar. », devo repetir a preposição com?
Ou simplesmente "'Ao contrário do habitual, não se deparou com o corrupio de crianças descalças a brincar e as mulheres sentadas a bordar. "'
Obrigado!
A locução adverbial «ainda assim»
«Ainda assim» pode ser considerada locução concessiva?
Obrigada.
«Logo depois», locução adverbial temporal
Perguntava-vos se é possível começar uma frase com logo:
«O filho portou-se mal. LOGO depois, foi castigado.»
Obrigado
Função sintática de um infinitivo (Brasil)
Na frase «Pedro gosta de cantar», «de cantar» é objeto ou oração objetiva?
O verbo dizer com interrogativa indireta
Gostaria de ver uma dúvida relativa à classificação de uma oração subordinada substantiva esclarecida.
Na frase «Ele não nos disse quanto ganhou», o meu primeiro pensamento seria classificá-la como oração subordinada substantiva completiva, seguindo a estrutura de substituir a oração subordinada por isso («Ele não nos disse [isso].»).
No entanto, sabendo que as conjunções completivas são normalmente limitadas a que, se e para, seria mais correto classificá-la como relativa?
E caso possa ser considerada completiva, qual seria o antecedente de quanto (uma vez que as relativas não têm antecedente)?
Modificador apositivo do nome seguido de relativa explicativa
Começo por vos agradecer pelo vosso extraordinário trabalho e pela ajuda preciosa que nos dão.
A minha dúvida prende-se com a classificação da oração «que vivia na ilha Terceira», presente no excerto que transcrevo. Será uma oração subordinada adjetiva relativa restritiva ou subordinada adjetiva relativa explicativa?
«E, com medo de colocarem a vida da criança em risco, decidiram que o pequeno Fernando ficaria em Portugal ao cuidado da avó materna, Madalena Xavier Pinheiro Nogueira, que vivia na ilha Terceira e o guiaria no temor a Deus e na estreiteza filosófica da educação cristã tradicional, rotineira e disciplinada da sociedade açoriana» (João Pedro George, “Os poemas da mãe de Fernando Pessoa”, 2.ª parte, in revista Sábado).
Muito grato.
A expressão «dar gosto» numa construção relativa
Qual é a formulação correta?
"Escolas que dão gosto renovar"
ou
"Escolas que dá gosto renovar"?
Ou estão ambas corretas?
Obrigada.
Oração comparativa: «Os alunos pensaram como a professora»
Na frase «Os alunos pensaram como a professora», qual a função sintática de «como a professora»?
Pode ser um complemento oblíquo?
Agradeço o vosso esclarecimento.
«Que morreu D. Sebastião» (Mensagem, Fernando Pessoa): análise sintática
Os dois últimos versos do poema “O Quinto Império” do livro Mensagem, de Fernando Pessoa, suscitam-me algumas dúvidas, tanto semântica como sintaticamente.
Ora, os dois versos são:
«Quem vem viver a verdade/Que morreu D.Sebastião?»
Por seu turno os versos anteriores desta quintilha são:
«Grécia, Roma, Cristandade, /Europa – os quatro se vão/ Para onde vai toda a idade»
Achei curiosa a musicalidade do verso «Quem vem viver a verdade», que junta a assonância do e e a aliteração do v.
Contudo, a minha dúvida prende-se com a classificação da oração «Que morreu D.Sebastião».
Terá um valor restritivo (que tipo de verdade é essa: a verdade que é [consiste no facto de] ter morrido D.Sebastião/ o facto que é ter morrido D.Sebastião), ou de complemento (que facto é caraterizado como verdadeiro, ou seja:«É verdade que morreu D.Sebastião/ Que morreu D.Sebastião é a verdade»), ou de explicação (o motivo do apelo para viver a verdade [do quinto império] é a constatação da morte física de D.Sebastião, ou seja: «quem vem viver a verdade, já que morreu D.Sebastião»)?
Assim, a oração em causa será adjetiva relativa restritiva, substantiva completiva, ou coordenada explicativa?
Ainda assim, nenhuma das hipóteses que avancei parece ser inteiramente coerente com o sentido global do poema e da obra. O contexto é o da crença na perenidade do espírito de D. Sebastião, apesar da sua morte física em Alcácer Quibir, e na necessidade de fundar o tal quinto império, posto que os outros quatro já terminaram.
Talvez nos queira transmitir o poeta que devemos assumir a morte física do Rei para acreditarmos na sua presença espiritual?
Bem sei que a poesia dá azo a uma grande maleabilidade semântica e sintática, mas gostaria de ter a vossa opinião.
Parabéns a toda a equipa do Ciberdúvidas pelo vosso excelente trabalho.
