A construção «tanto... como/quanto»
Pedia o vosso parecer sobre a correção desta frase, que acho duvidosa:
«O que o Rui está a dizer tem o significado de tanto ele, tanto o colega, tanto outra pessoa, vão para o mesmo sítio.»
Obrigado.
Pelo no começo de oração de infinitivo (arcaísmo)
Na tradução de António Feliciano de Castilho (1800-1875) das Metamorfoses, no episódio de Io, há essa passagem:
«Olha em torno de si, não vê o esposo; e suspeitosa, pelo haver colhido já vezes cento em amorosos furtos, não o achando nos céus, — Ou eu me engano, ou lá me agravam — diz.»
Parece que pelo aqui é per mais o pronome o, e não o artigo definido o. Isso é possível? Ou seria melhor "pelo o haver colhido"?
Obrigado.
Subordinada relativa explicativa introduzida por «o que»
Gostaria se saber se na frase «E estava a trabalhar muito mais, o que lhe permitia ter uma vida mais desafogada» a segunda oração é subordinada adjetiva relativa explicativa ou subordinada consecutiva?
«Ter uma vida mais desafogada» não é uma consequência?
Não me parece que esteja a explicar nada.
Obrigada
A conjunção copulativa e e o advérbio assim
Na frase «Em certo modo viveu o que cantou e [assim foi] o único épico que foi lírico ao sê-lo .», como devo classificar a oração iniciada pela conjunção coordenativa conclusiva «assim», uma vez que esta é antecedida da conjunção coordenativa copulativa «e»?
O advérbio já e o contraste entre coordenadas
Na frase «Ontem esteve sol, já hoje choveu todo o dia!», como classificamos o processo de ligação entre as duas orações?
Coordenação? Subordinação?
Como classificamos a palavra já nesta frase? Conjunção?
Muitíssimo agradecida! Parabéns pelo vosso trabalho de excelência!
Porque e pois, em orações causais e orações explicativas
Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas e as orações subordinadas adverbiais causais?
A mim sempre me pareceram a mesma coisa.
Se tivermos, por exemplo, a frase «Cheguei atrasado porque o despertador não tocou.», verificamos que a oração é causal, devido à conjunção porque, mas se colocarmos antes pois a oração já passa a ser explicativa, sem qualquer alteração na semântica da frase.
Qual é a explicação para isto?
Obrigado.
Vírgula e gerúndio
Tenho uma dúvida quanto à pontuação e à relação sintática entre orações na frase «Dou de ombros, meus olhos mal passando da curva do seu nariz.»
Gostaria de saber se é gramaticalmente adequado justapor essas duas estruturas apenas por vírgula, ou se elas configuram orações com relativa autonomia sintática, exigindo outra forma de pontuação (como ponto final, ponto e vírgula ou o uso de um conector).
Em outras palavras, a segunda construção («meus olhos mal passando…») pode funcionar como uma oração reduzida com valor descritivo ligada à primeira, ou trata-se de uma estrutura independente que não deve ser separada apenas por vírgula?
Obrigado.
Contextos hipotéticos: indicativo vs. subjuntivo (Brasil)
Na frase abaixo, qual seria a conjugação correta do verbo poder, ou ambas são aceitáveis?
«Nem em sonhos doces imaginaria que algo assim [poderia/pudesse] acontecer.»
Também gostaria de saber a justificativa caso uma das conjugações seja errada no contexto da frase.
Obrigado.
Repetição de preposição para evitar ambiguidade
Na frase «Caminhou pela rua. Ao contrário do habitual, não se deparou com o corrupio de crianças descalças a brincar e com as mulheres sentadas a bordar. », devo repetir a preposição com?
Ou simplesmente "'Ao contrário do habitual, não se deparou com o corrupio de crianças descalças a brincar e as mulheres sentadas a bordar. "'
Obrigado!
A locução adverbial «ainda assim»
«Ainda assim» pode ser considerada locução concessiva?
Obrigada.
