A subclasse do verbo inocular
No contexto atual da pandemia covid-19 e respetivas campanhas de vacinação, generalizou-se nos media o recurso a frases como «o ministro foi inoculado com a vacina», o que me parece abusivo (é a vacina que é inoculada e não o recetor da mesma).
Gostaria de saber a vossa opinião a este respeito.
Obrigado.
Análise da frase «assistir àquilo foi a gota de água»
Na frase «Depois de todo o terror, assistir àquilo foi a gota de água», o termo «a gota de água» é sujeito ou predicativo do sujeito do termo «assistir àquilo»?
É possível, no predicativo de um sujeito oracional, haver artigo?
Se for invertido assim «A gota de água foi assistir àquilo»,neste último caso, o termo «a gota de água» é sujeito?
Obrigado.
O complemento oblíquo oracional em «levar a que...»
Qual a função sintática «a que houvesse discórdia» na frase «a atitude dele levou a que houvesse discórdia»?
«Sempre que» e «felizmente que»
Desde já, muito obrigada pelo vosso serviço.
Em "Sempre [que saio], o carro avaria-se." e "Felizmente [que ela chegou a tempo].", como se classificam as orações destacadas? (parecem completivas, mas estas só completam verbos, nomes ou adjetivos...
Bem hajam!
Modificador vs. complemento, de novo
Na seguinte frase:
«O aluno fez o trabalho corretamente»
como é que eu sei que «corretamente» é modificador e não complemento oblíquo, sendo que posso fazer o teste da pergunta «como...»?
O que distingue esta frase da seguinte:
«O João sentiu-se mal»
sendo que «mal» já é complemento oblíquo e não modificador.
Como distinguir?
O verbo arrastar (II)
Na frase «[D. Sebastião] Arrastou para a aventura toda a nobreza portuguesa», o verbo arrastar pode ser considerado transitivo direto e indireto, sendo o segmento «para a aventura» um complemento oblíquo?
Agradeço um esclarecimento.
Ambiguidade na frase «quem se humilha será exaltado»
«Quem se humilha será exaltado.»
Existe ambiguidade na frase acima, desde que consideremos o verbo humilhar-se como pronominal ou como estando na voz passiva pronominal?
«Humilhou-se» ou «foi humilhado»?
Obrigado.
«Viajou de carro pela América do Norte»
Tenho dúvidas sobre como classificar as funções sintáticas na frase seguinte:
«O meu filho viajou de carro pela América do Norte.»
1. «....de carro» é modificador do grupo verbal? «...pela América do Norte» é complemento oblíquo?
2. ... ou são dois modificadores?
Inclino-me para a 1.ª opção, mas gostaria de ter a certeza.
Grato pela ajuda.
«Não percebo nada de informática»
Precisava de ajuda para esclarecer as funções sintáticas presentes na frase "Não percebo nada de informática."
Assim, pedia a vossa colaboração para responder às seguintes questões que surgiram em sala de aula:
1. O constituinte "de informática" é complemento oblíquo e "nada" (assumido como advérbio de quantidade e grau, tal como "muito" e " pouco") é modificador do grupo verbal?
Ou 2. podemos considerar que o complemento direto é a expressão "nada de informática", ainda que não possa ser substituída pelo pronome de complemento direto, (a frase "Não o percebo.", não sendo agramatical, não tem o mesmo significado)?
Parece-me mais ou menos claro que, se omitíssemos um destes constituintes e tivéssemos frases como:
1. "Não percebo nada."
2. "Não percebo de informática."
o constituinte "nada" seria o complemento direto, na frase 1. e "de informática" o complemento oblíquo na frase 2. Ou estarei enganada?
Agradeço, antecipadamente, a vossa colaboração. i
A função sintática de «um para o outro» numa frase
Nos versos de Adélia Prado, há a seguinte construção: «Amor feinho não olha um pro outro.»
«Um pro outro» [ou «um para o outro»], sintaticamente, é classificado como?
Obrigada desde já!
