Gostaria de, em primeiro lugar, felicitá-los a todos pelo excelente trabalho que aqui desenvolvem.
As aspas são muitas vezes utilizadas com uma intenção claramente pejorativa ou depreciativa. Utilizam-se as aspas frequentemente para rebaixar, diminuir ou desprezar aquilo que se está a retratar.
Como nos seguintes exemplos:
– «Fulano tal vinha acompanhado da sua "amiga"», podendo aqui "amiga" significar, por exemplo, a sua amante.
– «Sicrano recebeu aquilo que se pode chamar de um "prémio de mérito"», significando a expressão entre aspas, muito possivelmente, qualquer coisa como um suborno, uma recompensa pela sua actuação à margem da lei ou qualquer coisa do género.
Esta é a ideia que tenho e gostaria que me confirmassem se é correcta. Gostaria, ainda, e se possível, que me explicassem um pouco melhor o porquê de se ter criado esta forma de discurso, ou o porquê do uso das aspas em situações destas.
Obrigado.
Sou uma estudante de Língua Portuguesa. Trabalho agora na minha tese final de mestrado (sobre as unidades fraseológicas) e tenho dúvida se a frase a seguir está correcta:
«No presente trabalho não estaremos atentos a mencionadas modificações, porque as modificações são muito comuns na jornalística e descrevê-las todas seria um trabalho exaustivíssimo para abordar aqui, facto que não nos parece assim tão importante e interessante em comparação com a investigação que pretendemos fazer.»
Dá para entender esta frase? Ou a colocação «exaustivíssimo para abordar aqui» seria melhor dizer por outras palavras?
Muito obrigada.
Tenho muitas dúvidas sobre como transcrever do discurso oral certas expressões que aparentemente são perguntas sem o serem na realidade.
Por exemplo:
«Eu só escolhia aquilo que mais me agradava, não é, e deixava de lado o resto.»
Deve-se escrever como acabei de fazer, ou assim?:
«Eu só escolhia aquilo que mais me agradava, não é?, e deixava de lado o resto.»
Eu julgo que se pode colocar o ponto de interrogação antes da vírgula, mas fica estranho, do mesmo modo que me parece estranho colocar, como coloquei, o ponto de interrogação antes dos dois-pontos. Será que o posso fazer?
Continuação do vosso inestimável trabalho!
Gostaria que analisassem a frase:
«O senhor Cláudio Rabelo convida para a palestra "O Português e Portugal", direcionada aos portugueses residentes no Brasil.»
A oração «direcionada aos portugueses residentes no Brasil» pode ser considerada uma oração subordinada explicativa? A vírgula depois de «Portugal» é obrigatória, opcional, ou não deveria existir?
Desde já agradeço a colaboração.
Gostaria, se fosse possível, que as minhas dúvidas fossem esclarecidas pelo dr. D´Silvas Filho, cuja clareza de raciocínio e de expressão eu admiro profundamente.
Tenho algumas dúvidas que têm que ver com o discurso directo. Como devo pontuar as frases seguintes?
Exemplo 1:
— Que belo carro! — exclamou Pedro. — Gostava que fosse meu.
ou
— Que belo carro! — exclamou Pedro — Gostava que fosse meu.
Exemplo 2:
— Queres vir comigo? — perguntou Joana. — Não me demoro.
ou
— Queres vir comigo? — perguntou Joana — Não me demoro.
Estão bem pontuadas as seguintes frases?
— Eu não vou — afirmou João. — Estou farto.
— Ela dorme — afirmou Tânia —, mas ouve tudo.
Muito obrigada!
Embora saiba que o complemento determinativo não se separa do nome por vírgula, tenho reparado que, em algumas situações, aparece antecedido por esse sinal de pontuação, como no seguinte caso: «Li Os Maias, de Eça de Queirós.» Gostava de saber se é correcto colocar a vírgula neste contexto. Realmente, a obra em questão é, indubitavelmente, de Eça. Não existe outro livro com o título Os Maias e de outro autor. Será por isso que a vírgula aparece, por ser uma informação acessória, explicativa e não restritiva, tal como acontece com as orações subordinadas adjectivas relativas? Ou estará errado mesmo?
Obrigada por toda a atenção que dispensam às nossas dúvidas!
Aqui há dias escrevi a seguinte frase: «Se falhares oito vezes, da próxima vez que jogares aparecerá um bloco verde com um ponto de exclamação.»
Fui corrigida por um revisor, que me "obrigou" a alterar o que tinha escrito: «Se falhares oito vezes, da próxima vez que jogares, aparecerá um bloco verde com um ponto de exclamação.»
Sei que a frase está correcta, mas aquela segunda vírgula é ou não é obrigatória? E, seja qual for a resposta, porquê?
Obrigada.
É possível a separação do verbo e seus objetos?
Minha dúvida originou-se ao resolver o seguinte item de uma prova:
A questão dizia ser possível inserir sinal de dois-pontos depois de foram preservando a correção gramatical e a coerência textual.
O gabarito afirmava ser possível.
Eis o trecho:
«Os instrumentos utilizados foram a política de preços de energia, a política tecnológica e a política de incentivos e subsídios, além das medidas de restrição ao consumo através do estabelecimento de quotas às empresas do setor industrial.»
Isso se procede? Por quê?
Ao fazer um convite, fui corrigida por uma colega que me afirma que após o «V. Ex.ª» tenho de colocar vírgula. Logo ficaria assim «O presidente da Câmara de.... vem convidar V.ª Ex.ª, a estar presente na cerimónia de inauguração do Centro Escolar, pelas 11h30 do dia 2 de Fevereiro». Está correcto o uso da vírgula? Há algum tipo de acordo relativo a convites neste sentido? Qual a melhor forma de fazer o convite?
Obrigada.
No meu quotidiano de tradutor, vejo-me por vezes confrontado com situações consideradas normais na língua de origem mas não tanto na língua de chegada ou de tradução.
Por exemplo, em alemão é normal começar uma frase por e ou por ou em vez de se fazer sempre e obrigatoriamente o uso de vírgula.
É legítimo fazer o mesmo em português?
Este é um espaço de esclarecimento, informação, debate e promoção da língua portuguesa, numa perspetiva de afirmação dos valores culturais dos oito países de língua oficial portuguesa, fundado em 1997. Na diversidade de todos, o mesmo mar por onde navegamos e nos reconhecemos.
Se pretende receber notificações de cada vez que um conteúdo do Ciberdúvidas é atualizado, subscreva as notificações clicando no botão Subscrever notificações