DÚVIDAS

DNA
Vejo no Glossário que se critica o uso da abreviatura ADN para ácido desoxirribonucleico, por ser à inglesa. Discordo, por não me parecer que as siglas estejam sujeitas à gramática. Neste caso, se não há dúvidas quanto à designação por extenso, também não deve haver em relação à sigla, mas por outra razão. Já há muito que a União Internacional de Bioquímica definiu que as siglas devem ser únicas, em todos os países, para facilidade de comunicação científica. Quanto a muitas outras siglas, em outros domínios, creio que é o uso que acaba por as legitimar. Quase toda a gente diz ONU, OMS, SIDA (mas os brasileiros dizem AIDS), AVC, TAC, etc. Mas, pelo contrário, quase ninguém diz OTAN, mas sim NATO. Da mesma forma, OCDE. Então agora, com a profusão de siglas tecnológicas, muitos são os exemplos: ADSL, GPS, FTP, ABS, HTTP, PCR, etc. Quem é que se lembra de defender o seu aportuguesamento?
Tradução de acrónimos
Porquê insistir na palavra ADN em vez de DNA? Em ciência (e a língua de comunicação em ciência – escrita e oral – é o inglês) é útil manter os acrónimos sob pena de se confundirem termos, p. ex. ATP (trifosfato de adenosina) que em português seria TFA e TFA (trifluoroacetate). E porque não em vez de LASER (light amplification by stimulated emission of radiation) em inglês usarmos ALEER? Julgo que é importante traduzir os termos mas não os acrónimos.
O masculino de águia e de falcão
O meu filho frequenta o 8.º ano numa escola do Porto. Num teste de Português a professora pediu o masculino da palavra águia tendo o meu filho indicado "águia (macho)". A professora considerou errada a resposta dizendo que a resposta correcta seria falcão. Parece-me que águia e falcão são espécies distintas pelo que, em meu entender, a professora não tem razão. Gostaria que esclarecessem esta situação. Obrigado.
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