A expressão «estar para» + lugar
Antes de mais, boa noite. Durante uma conversa com um amigo, surgiu uma duvida gramatical, após a frase «lembrei-me quando estava para a cozinha», ter sido dita.
A frase «lembrei-me quando estava para a cozinha» é gramaticalmente válida?
Quando penso na mesma, a frase que me parece correta seria «lembrei-me quando estava na cozinha», contudo, quando separo e analiso as palavras individualmente e com as respetivas ligações, não consigo encontrar um motivo para a mesma estar errada. Sendo que a ausência de motivos ainda é acompanhada pelo reforço da expressão «para a», ser comumente utilizada noutras frases tal como por exemplo, «lembrei-me quando fui para a cozinha». Neste momento, apenas estou confuso, e não consigo perceber o porquê de num sitio, soar estranho/errado.
Agradeço que quem potencialmente responder justifique e explique um pouco o porquê, independentemente de certo ou errado.
A locução «no imediato»
Ao ler um artigo de opinião num jornal português, a expressão «no imediato» deixou-me com uma dúvida.
No Brasil, é muito mais comum o uso de imediatamente, mas não sei se o significado é o mesmo no contexto de uso.
A oração era esta: «Devido à dimensão dos recursos, no imediato esses serviços são disponibilizados pelo oligopólio das grandes empresas tecnológicas.»
Talvez a interpretação seja a de que os serviços são «imediatamente disponibilizados» pelo oligopólio citado ou «estão imediatamente disponíveis» no oligopólio mencionado.
Agradeço-lhes muito pela ajuda para saber se a interpretação de «no imediato» é correta no contexto enviado.
O se apassivante e a vírgula
Recentemente tive esta dúvida ao rever um texto.
Deve haver vírgula na frase «Voluntários procuram-se!»?
Comecei por (instintivamente) achar que sim, mas depois achei que estava a olhar para os voluntários como um vocativo, que não são.
Muito obrigada.
Orações não finitas e infinitivo flexionado
Voltando novamente ao uso do infinitivo pessoal/impessoal (flexionado ou não), queria esclarecer se, de facto, há situações que exigem um ou outro. Ou seja, estamos a falar de questões meramente estilísticas, sem que o seu uso indiferenciado implique agramaticalidade frásica?
Muito obrigado pelo contributo.
Dever, verbos principais coordenados e negação
«Não DEVEMOS ter medo de nada e NÃO (devemos) DESISTIR da luta.»
Na frase anterior será possível subentender o verbo devemos entre o advérbio não e desistir?
Obrigado
Complemento do adjetivo: «composto de mudança»
Suscita-me dúvida a função sintática do constituinte «de mudança» na frase «Todo o mundo é composto de mudança».
Muito obrigado.
O complemento do nome síndrome
Na frase «A síndrome do coração partido é uma doença que afeta o músculo cardíaco.», o segmento «do coração partido» considera-se complemento do nome síndrome ou modificador do nome restritivo?
Obrigada pelo vosso trabalho.
Uso adjetival dos particípios passados
Quando em português um particípio passado vem logo após um substantivo, o referido particípio é, de preferência, de qual classe gramatical?
Por exemplo, em «Heróis Unidos» [...] indica-se que "Unidos" é verbo? Ou é adjetivo?
Qual dos dois será a opção padrão? E por quais motivos isso?
Obrigado.
Passear e deambular
Em relação aos verbos passear e deambular, podemos dizer «Ele passeia/deambula NA/ PELA cidade»?
Obrigado.
O verbo usar e o modificador do grupo verbal
Na frase «O vapor é inglês, usam-no para atravessar o Atlântico», o segmento «para atravessar o Atlântico» classifica-se como modificador do grupo verbal, ou trata-se de um complemento oblíquo?
Agradeço a vossa ajuda sempre oportuna.
