O uso das preposições de, em, a e por
Tendo em conta as preposições de, em, a, por, de um modo simples, como posso eu explicar em que caso se deve usar cada uma?
Obrigada!
Com simpatia e votos de continuação de um bom trabalho.
Tradução de termos de hotelaria: restaurant, bar, coffee shop, lounge bar
Qual seria a tradução mais correcta para a forma inglesa «the restaurant and bar is open...» e outras similares, como «bar-coffee shop» ou «lounge bar», por exemplo. Como ficaria melhor, «o restaurante e bar está aberto», «o restaurante-bar está aberto» ou «o restaurante e bar estão abertos»?
Antecipadamente grata pela vossa resposta.
O uso da locução «até que»
«Cantarei até que a voz me doa» ou «Dormirei até que esteja recuperado» são expressões que considero correctas e que não me causam dúvida: «até que» está associado ao limite temporal da acção traduzida pelo verbo.
É no entanto cada vez mais frequente ouvir dizer «até que nem é caro» ou «até que me sinto bastante bem», em que a utilização do que me parece inadequada. Eu digo «até me sinto bastante bem» ou «até nem é caro». Estou certo, estou errado, ou é indiferente?
Parece-me que a inclusão do que nestes dois exemplos vem do português brasileiro, que cada vez mais penetra o português europeu (o que «até nem é mau» ou «até que nem é mau»?).
Agradeço que me esclareçam esta dúvida: posso usar ambas as formas? Alguma delas é incorrecta?
Muito obrigado.
A regência de necessário
Como se diz? «Dados necessários à simulação», ou «Dados necessários para a simulação»?
As acepções do verbo competir
Tenho uma dúvida a respeito da forma como o verbo competir pode ser usado. Tenho algumas frases que formulei para um texto, mas não sei se estão corretas. Por exemplo:
«O que me permite, através da experiência e conhecimentos adquiridos com este trabalho, enriquecer e complementar o desenvolvimento das atividades e responsabilidades que me competem»
ou
«O que me permite, através da experiência e conhecimentos adquiridos com este trabalho, enriquecer e complementar o desenvolvimento das atividades e responsabilidades que competem a mim»
ou ainda
«O que me permite, através da experiência e conhecimentos adquiridos com este trabalho, enriquecer e complementar o desenvolvimento das atividades e responsabilidades que me competem esta instituição»?
Ou seja, que a instituição competiu a mim («competiu-me»?)
Como seria a forma certa?
Obrigada.
Pleonasmo: «As inter-relações entre a vida profissional e a vida pessoal»
Peço desculpa por mais uma vez estar a pôr dúvidas, mas uma vez que temos ao nosso alcance este sítio, onde contamos com a vossa disponibilidade e conhecimentos, nunca é tarde para aprender...
É correcto dizer «As inter-relações entre a vida profissional e a vida pessoal»? Não se trata de um pleonasmo?
Muito grata pela atenção.
O verbo virar na frase «O rio virou pista de pouso»
Na frase «O rio virou pista de pouso», o verbo virou é classificado como:
a) verbo intransitivo
b) verbo transitivo direto
c) verbo transitivo indireto
d) verbo transitivo direto e indireto
e) verbo de ligação
A questão é essa. Gostaria de saber se pode me ajudar.
Grata.
A diferença entre «fiquei sabendo» e soube
Como tenho interês [sic] pela história da língua portuguesa, de quando em vez, venho ler artigos a este maravilhoso sítio. Deparei-me com um problema difícil de resolver, por causa do qual meu professor ficou frustrado. Qual é a diferença em nuance entre fiquei sabendo e soube. Esta pergunta pode-se reduzir à diferença entre ficar + gerúndio e o mesmo verbo simples. Será que o verbo ficar exprime não só transição de estado mas também uma açcão [sic}] duradoura? Gostaria de saber como as frases parecidas a seguir se distinguem uma da outra.
«Esteve (está) desconsciente [sic]durante dois minutos.»
«Fiqou [sic] (fica) desconsciente [sic] durante dois minutos»
Incidentalmente, percebo que ficar se parece com o verbo espanhol quedarse no aspecto verbal e no seu uso, conforme o que disse uma amiga. Agradeceria muito se pudesse resolver este problema.
Desejo de coração que este sítio continue a ser luz de esperança para todos. Muito obrigado.
A indeterminação do sujeito e os pronomes indefinidos
Fiquei confusa com uma explicação que Sara Leite deu no dia 8 de Fevereiro de 2008 relativamente à indeterminação do sujeito e ao facto de se poder usar pronomes indefinidos para indeterminar o sujeito. Eu sempre pensei que os pronomes indefinidos, semanticamente, remetiam para um sujeito sem determinação definida, mas que, sintacticamente, desempenhavam a função de sujeito simples. Não sei se isto consiste em alguma alteração trazida pela TLEBS. Agradeço desde já a disponibilidade (que sempre demonstram) para esclarecer esta minha dúvida.
«... no sentido de que...»
Como se diz «em bom português»?
«Impõe-se concluir no sentido de que, no presente caso, toda a prova viu a sua eficácia precludida», ou «Impõe-se concluir no sentido de, no presente caso, toda a prova viu a sua eficácia precludida»?
Eu escreveria (e escrevo) como na primeira alternativa. No entanto, uma colega minha duvida do que lhe disse.
Muito obrigado pela atenção e disponibilidade.
