Sobre verbos transitivos directos e indirectos
Quando sabemos se os verbos são transitivos diretos ou indiretos? Por exemplo: «Esqueci-me do livro»; «Precisou o lugar do crime»; «A resposta do professor não satisfez o discípulo»; «Satisfazer a todos é impossível»; «Para fechar os melhores negócios, você precisa de maiores informações»; «Batatas, eu não comprei»; «O hipocondríaco morreu mas ninguém acreditou.»
As classes de palavras de mais
Minha dúvida está relacionada com a pergunta já formulada por um consulente:
«Estreou nos cinemas mais um filme de vampiro.»
No entanto, gostaria de saber qual a classe gramatical da palavra mais.
Há diferença de classe dessa mesma palavra quando empregada nos seguintes contextos:
«Vamos promover mais uma festa.»
«Vamos promover mais de uma festa.»
«Não vamos promover mais festas»?
Há outros casos em que mais é classificada de maneira diferente das acima citadas?
Muito obrigada e parabéns pelo trabalho.
«A ou B, complementando com C», de novo
Gostaria de poder fazer uma tréplica em relação à construção «A ou B, complementando com C». A dúvida original não foi solucionada pela construção lógica [ARBITRARIAMENTE] utilizada. A questão é exatamente saber que construção lógica adotar:
(A V B) Λ C ou A V (B Λ C)
Ora, substituindo-se a vírgula pela conjunção aditiva e (Cunha e Cintra), a estrutura da frase «A ou B, complementando com C» ficará:
A V B Λ C
Para a lógica booleana, o conectivo ou (V) equivale ao sinal de adição (+) e o conectivo e (Λ), ao de multiplicação (.). A partir daí, vale a regra de prioridade das operações fundamentais envolvidas numa expressão matemática: a multiplicação tem prioridade sobre a adição. Logo, a expressão A V B Λ C se reduzirá a:
A + B.C
Em conclusão, C só se aplica a B. Não cabe qualquer dúvidda quanto a isso. Quem estudou lógica booleana e trabalhou com circuitos integrados TTL sabe muito bem disso. Podemos afirmar com toda certeza que a construção em debate corresponde ao circuito eletrônico assim formado:
Uma porta OR (em inglês) que tem por entradas o valor A e o resultado de B AND C.
Noutros termos, somente oficiais aviadores terão de atender às opções 1, 2 ou 3 (a uma ou a mais de uma).
P. S.: Além do mais, no caso concreto, não haveria sentido em distinguir oficiais aviadores dos demais candidatos de nível superior (utilizando um OU). Em todo caso, espero ter sido esclarecida a confusão com os argumentos acima. O debate até agora foi muito esclarecedor para mim. O que vocês acham?
A função sintáctica de bem na frase «Bem, acho que vou dormir»
Na frase «Bem, acho que vou dormir», qual é a função sintáctica de bem?
Morfologicamente é um advérbio, não é?
Obrigada.
A regência de passar (= «ser aprovado»)
Gostaria de saber se devemos dizer «passei a Matemática com 13 valores», ou «passei em Matemática com 13 valores».
Obrigado.
A correlação verbal e a diferença de sentido entre duas frases
Ao estudar correlação verbal (assunto com pouco material), deparei-me com muitas dúvidas. Gostaria de saber se estas frases estão corretas em relação a esse aspecto. Além disso, peço que me mostrem a diferença de sentido entre as duas.
1) «Na minha infância, eu pedi que Fernanda seja minha namorada.»
2) «Na minha infância, eu pedi que Fernanda fosse minha namorada.»
Agradeço a atenção.
A preposição a e a locução «em relação a»
É correto usar a preposição a na expressão «facilidade de aprendizado a novas tecnologias»? No caso, a preposição a estaria no lugar da locução adverbial «em relação a».
«Ter ajuda de alguém em alguma coisa»
Tenho visto na televisão no fim dos programas a seguinte frase: «Este programa teve ajuda à produção de: [seguindo-se o nome dos diferentes patrocinadores].» Gostaria que me esclarecessem, pois na minha opinião deveria ser «teve ajuda "na" produção» e «não "à" produção».
Obrigada.
O pronome átono nos com função apassivante
A propósito da resposta muito gentilmente dada pela professora Maria João Matos, gostaria de saber ainda se, no caso da frase «Ele se operou ao apêndice», em que se considerou o pronome se como passivo, houver uma troca de pronome pessoal para, por exemplo, «Nós nos operamos ao apêndice», esse nos também deve ser classificado como nos passivo. A classificação sintática seria, então: nos, pronome apassivador?
O estatuto sintáctico do verbo querer
Gostaria de saber situações em que o verbo querer surge como verbo auxiliar e situações onde ocorre o oposto.
Obrigada.
