A classe de palavras de ocupado e enviado
Em frases como:
1. O médico está ocupado.
A palavra ocupado o que é categorialmente (adjectivo, verbo, particípio passado, nome, etc)?
Assim como na frase:
2. Os testes são enviados.
A palavra enviados o que é categorialmente?
Obrigado.
O advérbio conetivo porém e as orações coordenadas
Na frase «Ela telefonou à Ana, porém ela não atendeu», posso considerar a segunda oração coordenada adversativa, apesar de porém ser um advérbio conetivo?
Ou como classifico esta oração?
A conjunção mas e as vírgulas
Em relação à colocação da vírgula antes da conjunção mas, pergunto se a mesma é obrigatória ou se, por razões estilísticas, a mesma seja dispensável.
A frase que apresento pertence a um texto de Afonso Reis Cabral e não sei se não terá sido descuido/omissão da editora:
«Ele explica-lhe que era o mesmo MAS não morrera na temporada anterior.»
Neste caso, a vírgula deveria constar?
Obrigado.
Jamais com valor afirmativo
Por gentileza, poderiam responder à seguinte pergunta:
Estava lendo um álbum de figurinhas sobre dinossauros (do início da década de 90), eis que me deparei com o seguinte período: "Tyrannosaurus-Rex, cujo nome significa "Rei tirano dos lagartos", era o dinossauro carnívoro maior que jamais existiu e um dos últimos a aparecer na terra."
A meu ver o uso de "jamais" deve estar equivocado, porque parece que estão afirmando que este referido réptil nunca existiu, ou estou equivocado.
Há uma acepção para o vocábulo que ignoro e não encontrei no dicionário que consultei?
Obrigado.
Como, conjunção subordinativa adverbial de comparação
Qual a diferença do como comparativo para o como que indica modo?
O como de «Ele trabalha como um mouro» é o mesmo de «Ele trabalha como um louco para sustentar a família»?
Grato!
Fazer causativo e elevação do objeto a sujeito
Bom ano a toda a equipa do Ciberdúvidas.
A minha dúvida prende-se com a análise sintática e oracional da seguinte frase: «O amor fez o poeta sofrer.»
Ora, se a frase fosse «O amor fez do poeta infeliz» teríamos um complemento oblíquo («do poeta») e um predicativo do complemento oblíquo («infeliz»). Se a frase fosse «O amor fez o poeta infeliz» teríamos um complemento direto («o poeta») e um predicativo do complemento direto («infeliz»).
Agora neste caso que coloquei inicialmente («O amor fez o poeta sofrer») avanço duas hipóteses.
A primeira é considerar «o poeta sofrer» uma oração substantiva completiva com a função sintática de complemento direto e nesse caso poderia ser toda substituída pelo pronome o: «O amor fê-lo.»
No entanto, esta hipótese não me soa bem e por isso pergunto se é possível dizer «O amor fê-lo sofrer». Se for esta a opção correta, ou seja, assumindo «o poeta» como complemento direto, o constituinte «sofrer», sendo um verbo no infinitivo, continua a ser considerado predicativo do complemento direto?
E se assim for como fazer a análise oracional da frase?
Muito obrigado.
Construção consecutiva: «de tão saborosa que estava a sopa»
Na sequência de frases «Abriu a panela e o cheiro da sopa era inebriante. De tão saborosa, não conseguia parar de comer.», a expressão «de tão saborosa» pode surgir isolada ou obrigada a um complemento: «de tão saborosa que estava, não conseguia parar de comer.»?
O verbo celebrar e o seu complemento
Pode-se dizer celebrar + que + verbo conjugado no presente? Por exemplo: «hoje celebramos que chegamos mais alto» ou «hoje celebram que estão bem».
Vi recentemente um cartaz de uma empresa a dizer «Celebramos que chegamos mais alto» e soa-me estranho. Obrigado
O complemento do nome preconceito
Considere-se a frase:
«António sente que o preconceito com a comunidade brasileira é grande e o crime organizado aproveita-se.»
O constituinte «com a comunidade brasileira» classifica-se de acordo com qual das duas designações?
1. Um complemento do nome, pois alguns nomes derivam de verbos ou adjetivos que exigem um argumento para completar o seu sentido.
O nome preconceito implica que algo ou alguém é o alvo desse sentimento. Quem tem preconceito, tem preconceito contra algo ou com alguém. Ao contrário de um modificador (como antigo ou injusto), que apenas acrescenta uma característica, o constituinte «com a comunidade brasileira» preenche o sentido do que é o preconceito neste contexto. O nome preconceito é de natureza relacional ou de processo. Se dissermos apenas «O preconceito é grande», a frase é gramatical, mas fica semanticamente incompleta no contexto da mensagem do António. O constituinte «com a comunidade brasileira» funciona como o argumento interno do nome, sendo que este grupo preposicional define o objeto do preconceito, restringindo-o de forma tão intrínseca que ele atua como um complemento selecionado pelo nome.
2. Um modificador do nome: o nome preconceito já tem sentido completo por si só (?).
A expressão «com a comunidade brasileira» apenas especifica quem é alvo do preconceito, mas não é obrigatória para que a palavra preconceito faça sentido. Por isso, segundo o Dicionário Terminológico, esta expressão é um modificador do nome (facultativo), e não um complemento do nome (obrigatório).
Antecipadamente grata pela explicação, fico a aguardá-la.
A regência de falar
Na frase «Eu lhe falei de atitudes polidas», há dois objetos indiretos?
Qual a regência do verbo falar? Os termos lhe e «de atitudes polidas» são objetos indiretos?
Obrigado.
