Início Respostas Consultório Área linguística: Sintaxe
Anabela Teles Professora Coimbra, Portugal 56

Na frase «aqueles textos eram as coisas mais bonitas e perfeitas do mundo», podemos considerar que os dois adjetivos se encontram no mesmo grau (superlativo relativo de superioridade), ou temos de considerar o primeiro nesse grau e o segundo no grau normal?

Obrigada.

Emilia Bessa Administrativa (reformada) Rio Tinto, Portugal 81

Devo dizer: «Preterido pelo consumismo» ou «preterido para o consumismo»?

Pedro Teixeira Técnico Máquinas de Costura Valongo, Portugal 720

Ouvi numa música a seguinte frase: «E a nossa filha já vai ter um mano ou mana» A ocultação do artigo uma antes de mana aceita-se gramaticalmente?

Obrigado.

Bartolomeu Paiva Arquiteto Coimbra, Portugal 177

Qual a grafia mais correta?

– "Vídeo Arte";

– "Vídeo-Arte";

– "Videoarte"?

Venho encontrando as diferentes grafias, pelo que agradeço a vossa clarificação.

Obrigado.

M. Botto Portugal 736

Como se diz:

«Famílias obrigadas a pedirem ajuda» ou «famílias obrigadas a pedir ajuda»?

José Fernandes Químico Palmela, Portugal 903

Está à venda nas livrarias um livro da Editorial Presença com o título A História me Absolverá sobre o julgamento de Fidel Castro pelo regime de Fulgencio Batista em 1953. Se lermos este excerto que a editora disponibilizou, podemos concluir que este livro está escrito na versão europeia do português. O título não deveria ser A História Absolver-me-á? Ou a mesóclise não é obrigatória neste caso?

Fernando Bueno Engenheiro Belo Horizonte, Brasil 42

Em relação a uma pergunta referente ao tema acima, datada de 9/5/2014, a professora Sandra Duarte Tavares respondeu o seguinte:

«1) A única estrutura correta é "Vai demorar um pouco para eu ser profissional". O sujeito da oração infinitiva "para eu ser profissional" deve ter o caso nominativo, pelo que só é legítimo o uso do pronome pessoal eu. 2) Uma frase equivalente à anterior seria: "Vai demorar para que eu seja profissional." 3) Não, o sujeito do predicado "vai demorar" é toda a oração completiva "para eu ser profissional": "Isso vai demorar." 4) O uso de para é correto.»

A minha pergunta é: por que o uso de para nessa estrutura frasal com o verbo demorar (e também com o verbo levar) é correta, se sujeito nunca deve vir regido por preposição? Qual é a particularidade que existe aí?

Obrigado.

Daniel Marques Estudante Olhão, Portugal 200

Com vista à corroboração da conformidade de frases passivas que integrem o verbo mandar com a norma-padrão, proponho a análise sintática de um período de um romance coetâneo, As Viúvas de Dom Rufia, de Carlos de Campaniço: «Uma cadeira foi mandada buscar para a prima Joaquina, (...)».

Por norma, quase todos os verbos transitivos diretos permitem uma formulação ativa e passiva. Contudo, estou em crer que, a despeito da elaboração romanesca, estejamos, provavelmente, perante uma inapropriada identificação, ensaiada pelo narrador, do complemento direto, como se este correspondesse a «cadeira», no lugar de uma oração subordinada substantiva completiva não finita, conforme pode ser ilustrado por uma construção ativa da mesma frase «Ela mandou ir buscar uma cadeira», em que «ir buscar uma cadeira» desempenha a função sintática de complemento direto, podendo ser substituído por isso ou, eventualmente, permutada por uma conjunção subordinativa completiva, procedendo-se, então, às alterações necessárias. Não obstante, não tenho a certeza de que estas cogitações da minha parte sejam completamente consentâneas, pelo que peço o vosso parecer.

Obrigado.

Diogo Morais Barbosa Revisor Lisboa, Portugal 592

Em respostas anteriores, diz-se que a regência do verbo «confrontar» é sempre «com». Mas, quando na passiva, não deve ser «pelo»? Por exemplo: «Ele foi confrontado pelo pai» (deveria ser «Ele foi confrontado com o pai»?).

Muito obrigado.

Jorge Pires Santarém, Portugal 401

Seria correcto dizer/escrever-se: «Ele passou pelos alunos sem dar fé às piadinhas que o visavam»?

Grato, desde já, pela atenção.