Ainda os verbos com regências diferentes: «entrar e sair de casa»
Por favor, observemos o excerto a seguir:
Em uma das caminhadas em direção ao colégio, Bebecinha percebeu uma movimentação diferente na quitanda e residência da doceira: a vizinhança entrando e saindo daquela casa — a mesma casa que tanto o instigava a ir à escola apenas para passar em frente e ver [...].»
Segundo a norma culta, está adequada a expressão «entrando e saindo daquela casa»?
O verbo entrar exige a preposição em, e o verbo sair exige a preposição da, ma, no exemplo, temos apenas a preposição da.
Como devo reescrever esse trecho? Todo o excerto está conforme a norma culta?
Muito obrigada!
Pronomes oblíquos depois de interrogação, ponto de exclamação e reticências
Depois de ponto de interrogação e de ponto de exclamação, continuando o texto, não se pode continuar com um pronome oblíquo logo em seguida.
E depois de reticências? Vale o mesmo? Ou depende?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Afigurar-se e predicativo introduzido por como
Ouço e leio cada vez mais a expressão «afigura-se como».
Acabo de ler «Isto afigura-se como um desafio complexo».
Pergunta: o como está inquestionavelmente a mais, ou é aceitável?
Obrigado.
O relativo que e os pronomes pessoais átonos (Portugal)
Grato pelo serviço de excelência do qual tanto beneficiamos.
Pergunto sobre a razão de se ter passado, em Portugal, a fazer uso comum da colocação pronominal como segue, que retiro de uma súmula de notícias de hoje do "Observador": «que nas últimas declarações mostrou-se como o Dono Disto Tudo».
Tenho reparado que, mesmo em vídeos onde os protagonistas dizem com a formulação típica do português europeu, as legendas que surgem aparecem alteradas para a formulação que me faz enviar a questão.
Está norma a alterar ou é utilização acrítica a partir da sintaxe do português do Brasil?
Muito agradeço a Vossa estimada atenção.
Como com verbos no conjuntivo
Aprendi que, nas orações subordinadas adverbiais causais, pode-se usar o modo subjuntivo para uma estética mais erudita.
Exemplo: «Como fosse jovem, tinha muitos sonhos.»
Essa possibilidade existe só para o pretérito ou para todos os tempos verbais?
Exemplo: «Como seja jovem, tem muitos sonhos.»
Obrigado.
Particípio passado usado adjetivalmente
Por favor, considere a frase:
«Alberto é um homem marcado pela sorte.»
A palavra marcado é adjetivo ou particípio? Exerce a função de adjunto adnominal?
«Pela sorte» é agente da passiva? Ou complemento nominal?
Obrigado.
«Não se cala»
Na frase «Ele não se cala», o se é objeto direto?
Ou é parte integrante do verbo?
Ou partícula expletiva?
Obrigado.
Concordância verbal: «duas é bom»
Considere a frase:
«Uma cerveja é pouco, duas é bom, três é ... bom demais!»
Por que não há concordância entre «duas» e «bom», entre «três» e «bom»? Há erros?
Obrigado.
Artigo indefinido vs. determinante indefinido
Qual é a distinção entre artigo indefinido e determinante indefinido?
Valor comparativo vs. orações comparativas
Boa tarde, prezados professores! No estudo das orações subordinadas, verifica-se que, regra geral, as adverbiais comparativas se posicionam à direita da subordinante. No entanto, admitindo que construções como «em relação ao seu irmão, o Pedro é mais inteligente» e «comparado ao seu irmão, o Pedro é mais inteligente» estejam correctas, o que justifica a anteposição da subordinada em relação à subordinante? Quanto à função sintáctica, serão modificadores da frase ou outra? Por outro lado, em comparativas como «sou mais inteligente do que o meu amigo» e «falo mais do que o meu pai» que funções sintacticas desempenham ambas? Grato pela atenção a ser dispensada. Victorino Abel
