DÚVIDAS

Aspas com termos da gíria (Portugal)
Este ano lecciono apenas 8.ºs anos. Recentemente, surgiu-me uma dúvida a propósito de uma reclamação de uma aluna. Na composição de um teste, a aluna utilizou "népia", "seca", "porreiro" e "pachorra" sem aspas e, apesar de algumas destas palavras terem já passado ao nível familiar, achei que as aspas seriam necessárias. O contexto era um convite que dirigia a um amigo, justificava-se a utilização de vocabulário familiar. Na literatura juvenil, em textos de autores portugueses, elas não surgem habitualmente entre aspas. Todavia, esse tipo de liberdade de escrita não costuma ser aceite nos Exames Nacionais, nem nas Provas de Avaliação Sumativa Externa do 9.º Ano. Tanto mais porque é quase impossível sabermos se determinada palavra deixou já de ser calão ou não... Donde, a minha dúvida persiste. Aspas ou não? Com os meus melhores cumprimentos,
Regência do verbo acontecer (Brasil)
Achei três exemplos na Internet do verbo «acontecer» numa oração negativa seguido da preposição «de» + infinito pessoal. É a regência do verbo que determina esta construção? Eis os exemplos: 1. «Quase não acontece de um estudante atravessar o corredor para pular na cama de uma colega.» 2. «Quanto ao seu último post, quase não acontece de eu saber o nome das pessoas e elas não saberem o meu.» 3. «... quase não acontece de eles fixarem seus interlocutores de frente.»
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