Gerúndio de novo
Em primeiro lugar gostaria de felicitar todo o trabalho associado a este site, de enorme utilidade.
Gostaria de saber o que é correcto (e porquê) neste caso e noutros verbos similares:
«João emigrou para Marrocos aos 19 anos, tendo-se convertido ao Islamismo aos 23.»
«João emigrou para Marrocos aos 19 anos, tendo se convertido ao Islamismo aos 23.»
Outra vez «há cinco minutos (que)» vs. «a cinco minutos (de)»
Parabéns pelo excelente trabalho que vocês realizam!
Minha dúvida:
«Estou a trinta quilômetros de casa.»
«Estou há trinta minutos de casa.»
«O ônibus passou há 3 minutos.»
«Estou há décadas da ditadura.»
Nessas frases, tenho dúvidas a respeito do emprego da preposição a e do verbo haver. É correto empregar a preposição para designar distâncias e empregar o verbo para fazer referência a tempo?
Quais são as formas corretas? Por quê?
Em um anúncio de uma rede de hipermercados, vi o seguinte enunciado: «Hipermercado X, daqui a 3 minutos.» Esta frase está correta? Por quê?
Quando usamos a expressão «cerca de», há alguma alteração no emprego da preposição a ou do verbo haver (exemplos: «O acidente ocorreu a cerca de 30 km de São Paulo»; «O ônibus passou há cerca de 3 minutos»)?
Muito obrigada!
Lesotiano, lesotense e lesoto
Gostaria de saber qual o gentílico relativo ao Lesoto.
Obrigado.
A grafia de preexistente
Qual é a forma actual correcta de grafar o vocábulo "pré-existente"? "Preexistente" ou "prexistente"?
Agradeço desde já o vosso esclarecimento.
Bifurcação, "polifurcação" e "multifurcação"
Se existe bifurcação, será que podemos utilizar "polifurcação"? Em caso negativo, qual a alternativa?
Grato pela ajuda.
«Aumentar ao máximo», «reduzir ao máximo» e «reduzir ao mínimo»
Tenho dúvidas na seguinte frase:
«É necessário aumentar ao máximo as receitas e reduzir ao máximo os custos.»
Está correcto? Consigo compreender melhor a expressão «aumentar ao máximo» (embora tenha dúvidas se é a maneira correcta de escrever), mas diz-se «reduzir ao máximo», ou «reduzir ao mínimo»?
Obrigado.
A grafia do termo "desemerdar"
Faço ocasionalmente traduções e, recentemente, ao traduzir um texto do francês, surgiu-me uma dúvida sobre como escrever o termo "desemerdar". Não estou certo se se trata de um galicismo, a partir de démerder, ou de um termo próprio da nossa língua. Ao pronunciar a palavra, a maioria das pessoas a quem perguntei aponta para "desenmerdar", mas a mim soou-me estranha a junção do n com o m, e não me ocorreram outras palavras portuguesas em que uma sílaba com n final se ligasse a outra com m inicial. P. ex.: emoldurar/desemoldurar e não "enmoldurar"/"desenmoldurar", ao contrário de, por exemplo, encastrar/desencastrar — mas não estou certo se se trata de bons exemplos. Estarei certo? Assim, optei por "desemerdar". Curiosamente, na revisão do texto alteraram para "desenmerdar".
É também um problema de, em Portugal, haver uma timidez despropositada com o registo nos dicionários dos termos "populares" ou "palavrões", reflectida nos frequentes «vai-te lixar» utilizados incorrectamente em traduções de filmes.
Sobre a preposição em + gerúndio
O gerúndio que rege a preposição em é pouco usado em Portugal e, se não estou em erro, a última vez em que o vi/li a ser usado foi num dos romances do Saramago. Estará obsoleta esta forma e, se sim, porquê? E quais as regras desta forma?
Obrigada.
Só e somente
Gostaria de saber em que casos é que se utiliza o advérbio somente e a locução adverbial só.
Muito obrigada.
A regência da palavra implicação
Sei que o verbo implicar, no sentido de «resultar em», é transitivo direto. Eu estava conversando com a minha namorada sobre isso, e surgiu uma dúvida: normalmente a regência de um substantivo acompanha a do verbo do qual derivou. Isso também serve para o conjunto verbo implicar/substantivo implicação? Gostaria de um exemplo que ilustrasse melhor a resposta (se possível).
Obrigado.
