DÚVIDAS

Sobre o âmbito de personagem
Agradeço a vossa resposta. Aproveito este momento para louvar o trabalho que têm feito, esclarecimento de dúvidas de forma muito clara, e o contributo que têm dado para a boa prática da língua portuguesa. Queria que me explicassem porque é que Carnaval da Vitória é uma personagem [da novela Quem Me Dera Ser Onda, de Manuel Rui], porque no seio dos professores há duas posições. Uns acham que é personagem, e outros defendem que ele não pode ser personagem porque os animais só podem ser personagens nas fábulas. Muito obrigada pela atenção.
A pronúncia de exantema e de exantemáticas
Há pouco tempo foi diagnosticada à minha filha de 8 meses roséola infantil, também conhecida por «sexta doença». "Sexta", devido ao facto de ter sido descoberta depois das outras cinco doenças exantemáticas mais conhecidas: o sarampo, a escarlatina, a rubéola, a varicela e o megaloeritema. Posteriormente, com a exacta definição do agente responsável e das suas características concretas, denominou-se exantema súbito ou roséola infantil. A minha questão é: como se pronuncia exantema e exantemáticas? Segundo a minha interpretação, no dicionário, o "x" deve ler-se "z"; estou correcta, ou não? Agradeço, desde já, a vossa ajuda.
Parassómnia
Surgiu-me, numa tradução de inglês para português, o termo parasomnia (termo de psicologia, referente a perturbações do sono), que vi traduzido num dicionário médico em português do Brasil como "parassonia" e no IATE [Base terminológica multilingue da União Europeia] como "parasonia". Encontrei também o termo "parassónia" em alguns sítios na Internet. Contudo, nenhuma versão desta palavra surge no dicionário da Academia das Ciências de Lisboa. Agradecia que me pudessem esclarecer quanto ao termo mais correcto em português. Desde já, muito obrigada.
Sobre o verbo adir
[Gostaria de fazer um pergunta sobre o] verbo adir, especialmente na 3.ª pessoa do plural do presente do conjuntivo, tendo em consideração o seguinte enquadramento: Por um lado, o Dicionário de Verbos Portugueses da Porto Editora diz-nos que o verbo adir é um verbo transitivo e a sua conjugação não tem qualquer restrição. Apresenta como paradigma, para a sua conjugação, o verbo invadir, o qual se conjuga em todas as suas formas verbais, sem quaisquer restrições. Nesta via, a 3.ª pessoa do plural do presente do conjuntivo do verbo adir será adam. Porém, por outro lado, o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa diz-nos que o verbo adir é um verbo defectivo e que se usa unicamente nas formas em que o i se segue ao radical. Assim sendo, este verbo não se flexiona na 3.ª pessoa do plural do presente do conjuntivo, porque, neste caso como noutras situações, não existe nenhum i a seguir ao radical. Donde, parece de concluir que a palavra adam será uma forma espúria para a 3.ª pessoa do plural do presente do conjuntivo. Este entendimento do Dicionário Houaiss é acompanhado pelo Dicionário Priberam da Língua Portuguesa e, ainda, por um auxiliar que existe na "net" com o nome “Conjuga-me.NET”, aos quais recorro com frequência. Em face do exposto, gostaria muito de conhecer o [vosso] douto parecer sobre este assunto. Antecipadamente grato.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa