DÚVIDAS

A locução adverbial «em alerta»
A palavra alerta sempre foi usada sem o "apoio" do em. Inclusivamente, nos anos que estive na tropa, nunca ouvi ninguém perguntar a um soldado de sentinela se estava «em alerta»! Mas, unicamente, «alerta»: «estás alerta?» ou seja, «estás vigilante, de vigia, de sobreaviso, atento»? Pelo que ouço e leio hoje, tudo ou quase tudo é antecedido por em. Nessa lógica, será correcto escrever-se: «Estou em atento, estou em vigilante, em de vigia»? Será mais uma influência e adopção da maneira de escrever e de falar da língua espanhola e francesa, onde o em é abundantemente utilizado? Por outro lado, também está em grande moda, substituir o morreu por «perdeu a vida»! Dizem: «foi encontrado sem vida», e não «foi encontrado morto», «foi encontrado com vida», e não «vivo»! Logo, se isto está bem, porque não dizer «foi encontrado com morte»? Na expectativa do favor dos vossos esclarecimentos, com as minhas saudações, subscrevo-me antecipadamente grato.
As expressões «é de longe» e «nem de longe, nem de perto»
Gostava de saber qual o significado da expressão «é de longe»: a) «Esta solução é, de longe, a melhor de todas.» b) «Este fenómeno é, de longe, o maior causador de poluição sonora.» E a expressão «nem de longe, nem de perto»? Gostava igualmente de saber o valor do verbo ser na seguinte frase: a) «Não quero o meu chapéu, quero é a Virgínia!» Porquê «quero é»? Muito obrigado!
Desintermediar e desintermediação
A propósito da Internet e no contexto do papel desta relativamente aos seus utilizadores finais, é comum dizer-se que a Internet veio "desintermediar" negócios (acaba com intermediários dado que permite ir directamente às fontes, por exemplo). Neste e noutros contextos fala-se de "desintermediar" e "desintermediação". No entanto, não encontro a palavra no dicionário. Estas palavras existem na língua portuguesa?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa