DÚVIDAS

O nome rooibos
Rooibos é um chá muito gostoso, mas tem havido desencontros quanto à pronúncia. Sendo uma planta de origem africana, as várias línguas pronunciam à sua maneira. Eu pronuncio desta forma (baseada na grafia)- ro (como mote), oi (como um ditongo) e bos (como cabos). Gostaria que me esclarecessem como devo dizer dado que a palavra passou a ser referida por mim como «a palavra que não sei pronunciar». Grata pela vossa disponibilidade e pelos esclarecimentos. 
Apóstrofo e espaço
Tenho lido diversos contos da tradição oral portuguesa onde surgem muitas contrações assinaladas com apóstrofo. Fico na dúvida relativamente ao posicionamento do mesmo, uma vez que já me deparei com expressões idênticas que apresentam espaçamento diferente. «Ele foi c' a mãe às compras» ou «Ele foi c'a mãe...» (sem espaçamente entre c' e a) «Ai qu' isto sabe tão bem!» ou «Ai qu'isto...» «Pensei que lh' ia dar um mal» ou «Pensei que lh'ia...» «Qu' eu fiz» ou «Qu'eu fiz» «Deixei d' andar torto» ou «Deixei d'andar...»
Meia-tigela e racismo
Todas estas matérias aqui indicam que o vocábulo «(de) meia-tigela» seja racista:  "Boçal, meia-tigela e mais termos racistas para você deixar de usar" "Mercado negro, meia-tigela, índio: veja expressões que a agu quer barrar" "Conheça algumas expressões racistas e seus significados" "Você sabia que..." A palavra meia-tigela surgiu em Portugal, e nada tem a ver com pessoas negras! De onde tiraram que ela é racista? Este vídeo do YouTube mostra e explica sobre o assunto todo: Pablo Jamilk, "Meia-tigela é uma expressão racista", YouTube,  14/04/2022. Detalhe também que o mesmo youtuber do vídeo acima defende que mulato e denegrir, em suas origens (etimologias), não possuam quaisquer relações com o animal mula ou «pessoas negras»! Como isso fica? E ainda tem mais: termos como «noite negra», «buraco negro» e «Cavaleiro Negro»? Também terão cunhos racistas? Usei o termo «de meia-tigela» em um livro meu (O Desespero de um Solteiro), fui ver se é ou não racista, e deu que não é! Tudo certinho na realidade? Abração a vocês todos! Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
«Fazer erro», «cometer erro»
 Vejo que muitos gramáticos modernos condenam a expressão «fazer erro» (inclusive já vi esta condenação nesta página), que seria a forma francesa para o nosso «cometer erro». Contudo, relendo o episódio da Inês de Castro retratado por Camões n'Os Lusíadas, deparei-me com: «Sabe também dar vida com clemência A quem pera perdê-la não fez erro.» Ora, não seria essa uma constatação de uso antigo da expressão na nossa língua, muito antes de o francês começar a influenciá-la tão intensamente? Por que, então, mesmo tendo Camões, o maior nome de nossa literatura, a usado, ela é condenada? Por último, não pode isso ser uma evidência de que, apesar da semelhança com o francês, ter sido uma forma que surgiu naturalmente no seio do nosso idioma, assim como surgiu entre os franceses? Muito obrigado.
Marcas comerciais e itálico
Gostaria de saber se, quando, num texto (de qualquer género), se faz referência a um estabelecimento comercial de determinada marca, o nome dessa marca deve ser grafado em itálico (ver exemplo 1). E, a este propósito, se todas as referências a marcas devem apresentar-se em itálico, ou se há diferença a este respeito entre tratar-se de uma marca comercial (a) ou uma marca de outra natureza (b) (ver exemplo 2). Exemplo 1: — Fui ontem ao Continente fazer compras. Exemplo 2: (a) — Hoje comprei um computador [da] Asus. (b) — Viste o noticiário da SIC Notícias?
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