DÚVIDAS

Artigo definido antes do nome de um produto
Gostaria de perguntar se é considerado um erro grave no português europeu omitir o artigo definido num texto de marketing antes de um substantivo que é o nome próprio de um produto. Por exemplo: Cherry Eclipse inspira-se no encanto raro de um eclipse e é uma fragrância repleta de contrastes. Cherry Eclipse foi apresentada em 2025 como mais uma novidade da famosa coleção R.E.M. Muito obrigada.
O relativo que e os pronomes pessoais átonos (Portugal)
Grato pelo serviço de excelência do qual tanto beneficiamos. Pergunto sobre a razão de se ter passado, em Portugal, a fazer uso comum da colocação pronominal como segue, que retiro de uma súmula de notícias de hoje do "Observador": «que nas últimas declarações mostrou-se como o Dono Disto Tudo». Tenho reparado que, mesmo em vídeos onde os protagonistas dizem com a formulação típica do português europeu, as legendas que surgem aparecem alteradas para a formulação que me faz enviar a questão. Está norma a alterar ou é utilização acrítica a partir da sintaxe do português do Brasil? Muito agradeço a Vossa estimada atenção. 
Inefável e efável
A palavra inefável provém do latim ineffabilis, e, como já foi explicado no Ciberdúvidas, trata-se de um composto de origem erudita. Contudo, o latim possuía também effabilis, com o sentido de «que se pode exprimir por palavras». Curiosamente, o inglês conserva effable, proveniente do mesmo termo latino, embora hoje classificado como arcaísmo. Em português, "efável" não parece estar registado nos principais dicionários contemporâneos, embora se encontrem algumas ocorrências da palavra, sobretudo em textos filosóficos ou académicos. Terá "efável" chegado alguma vez a integrar efetivamente o léxico português, ainda que de forma rara ou efémera? E, independentemente disso, seria hoje aceitável recuperá-lo ou empregá-lo como antónimo de inefável, com o sentido original do latim effabilis, em contextos formais ou literários? Obrigado.
«Entrar no comboio» e «subir para o comboio»
Quão correto é dizer, por exemplo, «subir para um comboio»? Ultimamente, tenho-me deparado com imensas traduções de livros asiáticos, nomeadamente chineses e japoneses, que simplesmente não empregam os verbos entrar ou sair, quando se trata de entrar em meios de transporte. Tanto quanto sei, subir para um carro é o mesmo que subir para cima de um carro, no entanto, posso estar completamente errado. Sei que em chinês realmente não se «entra num carro», mas, sim, sobe-se; penso que em japonês será igual.
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