Início Respostas Consultório Tema: Uso e norma
José Marques Consultor Lisboa, Portugal 579

Qual a diferença entre \ e /?

Rodrigo Pereira Estudante Lisboa, Portugal 284

Qual das seguintes frases está correta segundo o português europeu padrão?

«Eu hei-de experimentar a comprar pão daquele.»

«Eu hei-de experimentar comprar pão daquele.»

Tratar-se-á do mesmo fenómeno que ocorre com a preposição a antes do infinitivo como em:

«A continuar este trabalho, vou conseguir ganhar mais.»

E já agora qual o nome para estes fenómenos? Trata-se do gerúndio com a mais verbo no infinitivo?

Obrigado!

Ana Rita Leal da Silva Portugal 367

 «Em sequência» ou «na sequência»?

Isabel Caçorino Tradutora Lisboa, Portugal 508

Diz-se «posar em biquíni» ou «posar de biquíni»?

Muito obrigada.

Tiago Ferreira Marques Fotógrafo Porto, Portugal 622

Apesar de toda a consulta no Ciberdúvidas de artigos similares, é-me complexo decidir qual a melhor opção.

«Que ciência nos ensina os livros?»

«Que ciência nos ensinam os livros?»

Pensei que a primeira opção será a mais correcta, mas, algumas horas depois de escrever a frase, tive a clara sensação de que estava errada. Compreendo que a solução simples seria optar por «Os livros ensinam-nos que ciência?», mas esta frase claramente não cumpre os objectivos da primeira no contexto em que será usada (primeira frase de uma sinopse).

Muito obrigado.

Fernando Bueno Engenheiro Belo Horizonte, Brasil 252

«– Mui distintos cavalheiros, tenho eu já escutado a interessante conversação que tendes entabulado. Forçoso é, no entanto, que agora vos interrompa para oferecer-vos algo que seria de bom alvedrio examinardes.»

Na frase acima, está correto o infinitivo flexionado examinardes?

Obrigado.

João Carlos Amorim Reformado Lisboa, Portugal 544

A propósito do lançamento do último disco do grupo musical Ala dos Namorados, intitulado Vintage, tanto os seus participantes, nas entrevistas que concederam, por exemplo à Antena 1, como a própria promoção do CD nesta emissora de rádio, dizem sempre a palavra em inglês: /vinteidje/. Independentemente de duvidar que essa seja mesmo a pronúncia inglesa*, parece-me que, sendo a palavra de facto um anglicismo, ela já entrou, e há muito, na língua portuguesa – e devidamente dicionarizada com o significado genérico de «boa colheita» –, pelo que deve ser pronunciada como tal. Ou seja, /vĩntɐdʒe/. Estou certo?

* Em inglês, não será, antes, com acentuação na primeira sílaba?

Tatiana Nikolaeva Zabolotnaia Professora Fortaleza, Brasil 168

«Imaginemos, não o diálogo, que esse já aí ficou, mas os homens que o sustentaram, estão ali frente a frente como se se pudessem ver, que neste caso nem é impossível, basta que a memória de cada um deles faça emergir da deslumbrante brancura do mundo a boca que está articulando as palavras,...» José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira, pág. 180

Gostaria muito que me dissessem se o que da proposição «que neste caso nem é impossível» no texto de Saramago faz parte da locução o que, e ipso facto, equivale a isto, e essa mesma construção poderia ser vista como relativa apositiva, ou, se se trata de um que causal segundo pensa o gramático brasileiro Napoleão Mendes de Almeida.

Agradeço-vos, desde já, não só a minha resposta mas também o vosso trabalho monumental.

Muito obrigada!

José Saraiva Médico Porto, Portugal 340

Na comunidade médica é comum ouvir/ler-se o termo "esvazionamento" (no contexto, por exemplo, da exérese[*] de todo um grupo de gânglios linfáticos: «esvazionamento axilar»). Julgo que esteja incorrecto e apenas exista no léxico português o termo "esvaziamento". Correcto?

[*] Exérese: «remoção por cirurgia» (Dicionário Houaiss).

Gabriel Rossi Estudante São Joaquim da Barra – SP, Brasil 402

"Hiroshima", ou "Hiroxima"? "Bangladesh", "Bangladeche" ou "Bangladexe"? Seria facultativo, nos casos em que a adaptação ao idioma é pouco usada, podendo dar preferência a forma consagrada ?