Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Respostas Consultório Tema: Uso e norma
Monica Machado Tradutora Devauden, Reino Unido 80

Obrigada desde já pelas muitas e importantes respostas que nos têm dado ao longo destes muitos anos.

Hoje a minha pergunta tem a ver com a grafia de nomes de espécies zoológicas que incluam apelidos de cientistas que as descobriram e se esse apelido se escreve com maiúscula ou minúscula. Apesar das muitas pesquisas que fiz, não consegui encontrar uma explicação clara.

O dicionário online da Porto Editora grafa os exemplos abaixo com minúscula. Mas há muitas referências da especialidade que as grafam com maiúscula.

Se houver regra para isto, podem, por favor, explicar? E a regra, se existir, é diferente pré e pós-acordo ortográfico? E, se assim for, qual a forma certa para cada um dos acordos?

Cuvier’s beaked whale – "baleia-de-bico-de-Cuvier" ou "baleia-de-bico-de-cuvier", sendo que Cuvier provém do nome Georges Cuvier (1769-1832, anatomista francês?

Bryde's whale – "baleia-de-Bryde" ou "baleia-de-bryde", sendo que Bryde provém do nome Johan Bryde (1858-1925), cônsul norueguês?

Obrigada pela resposta.

Daniel Camargo Professor Limeira, Brasil 94

Numa sentença como «está aparecendo todo o mundo, menos eu», o emprego do pronome reto eu se mostra adequado?

Pergunto isso, porque, nesse contexto, menos funciona como preposição, já que significa «exceto», não?

Obrigado.

Daniel Camargo Professor Limeira, Brasil 81

Numa sentença como «Saudade de sair sem lenço nem documento... Ô, saudade», ô expressaria o mesmo sentido da interjeição de vocativo ó?

Em caso afirmativo, a vírgula que o separa do termo saudade seria desnecessária?

Obrigado.

Luís Guimarães Jornalista Amadora, Portugal 278

Exemplo: «a pequena linha azul apareceu devagar *como que* por artes mágicas»

Sugestão: «a pequena linha azul apareceu devagar *como se* por artes mágicas».

Está difundido o «como que», quando faz muito mais sentido (para mim) utilizar a segunda opção, *como se* (fosse)...

Estou certo ou estou errado?, perguntaria o Sinhôzinho Malta (e eu também, já agora).

Obrigado.

David Luso Tradutor Madrid, Espanha 163

Começa a surgir, cada vez mais, o verbo to upcycle (e os deverbais upcycling e upcycled) que, segundo o Cambridge Advanced Learner's Dictionary & Thesaurus (© Cambridge University Press), significa «to make new furniture, objects, etc. out of old or used things or waste material» (sendo principalmente este último traço, a reutilização de "resíduos/subprodutos" para algo artístico, aquilo que diferencia este conceito do de reciclar).

Este neologismo é traduzido, em espanhol, como suprarreciclar (e, respetivamente, suprarreciclaje e suprarreciclado).

Em português, também poderia ser adequada a tradução de to upcycle/upcycling/upcycled como “suprarreciclar”/“suprarreciclagem”/“suprarreciclado”, respetivamente?

Agradeço, desde já, a vossa resposta.

Antonio Lima Professor Bonito-PA, Brasil 289

Nos verbos que estão no imperativo (ex: «fique/fica sentado, Lucas!») há voz ativa ?

Grato pela resposta.

Gonçalo Elias Formador Castelo de Vide, Portugal, Portugal 262

Tanto quanto sei, os nomes próprios de autores ou escritores estrangeiros não são traduzidos, no entanto existe pelo menos uma notável excepção: Jules Verne, que em português é conhecido como "Júlio" Verne.

Gostaria de saber se existe alguma regra definida relativamente a esta matéria e se há outras excepções para além da que mencionei.

Helena Miranda Técnica de museu Lisboa, Portugal 195

Claviarpa é um instrumento musical. Eu escrevo sem h, mas dizem-me que leva um h no meio: "claviharpa".

Podem responder-me?

Obrigada.

Erik da Silva Simões Estudante Pernambuco, Brasil 266

A justaposição de várias orações subordinadas adverbiais num só período composto subordinadas é considerada mal escrita? Haveria outra alternativa? Por exemplo:

«O estudante leu o texto científico para que pudesse iniciar sua pesquisa ainda que não gostasse do tema mas se saiu bem porque tinha domínio do conteúdo.»

Obrigado.

Armando Dias Reformado Lagos, Portugal 517

Cada vez mais oiço na rádio e na televisão as mais diversas pessoas – jornalistas, comentadores, políticos, até médicos – dizerem "circuíto", "intuíto" e "fortuíto". Pelo andar da carrruagem, o muito vai passar a "muíto" – sabido, como se sabe, como é o rolo compressor da televisão na propagação do erro!...

Pergunto: a que se deve esta onda arrasadora da prolação tradicional do ditongo ui?

Muito obrigado.