DÚVIDAS

O significado da palavra "prolanolário"
Parabéns pelo magnífico trabalho na defesa e promoção da língua portuguesa. Estou a realizar um trabalho de investigação sobre o meu concelho e, hoje, no jazigo de um cemitério local, surgiu a palavra "prolanolário". Na lápide sepulcral estava escrito que o defunto, sepultado em 1925, tinha sido «prolanolário de Sua Santidade». Poderão esclarecer-me sobre o que significa esta palavra?
Uso de «com vista a» e «com vistas a»
Em diversas leis brasileiras é corriqueiro o uso indistinto ora da expressão: 1 – «As medidas mais apropriadas para a gestão do sistema, com vista à melhoria da qualidade da educação básica...» ou 2 – «Firmar contratos, acordos ou termos de parceria com vistas à realização de obras e serviços de engenharia...» Assim, nos exemplos supracitados, qual a expressão correta, e também esclarecer quanto ao uso da crase. 1– «Com vista à», ou «Com vista a»? 2 – «Com vistas à», ou «Com vista à»?
Acerca da expressão «mais que muito»
Ouvi na SIC uma jornalista comentar que os trabalhos de resgate de determinadas vítimas estavam a ser dificultados, porque «a lama é mais que muita». Conheço a expressão, mas nunca a utilizo; julgo tratar-se de uma expressão popular, talvez legítima em alguns lugares, mas a evitar noutros, nomeadamente na comunicação social. Agradecia que confirmasse ou não ou então melhor esclarecesse a questão. Obrigado.
Sobre as conjunções como elementos de ligação
Sendo as conjunções descritas muitas vezes como elementos que ligam orações, elas deverão ser inseridas nas mesmas ou ser consideradas elementos de ligação? Tomemos como exemplo a frase «O André chegou tarde porque esteve a conversar com o amigo». Nesta frase, a oração subordinada causal é «porque esteve a conversar com o amigo», ou «esteve a conversar com o amigo»? A minha dúvida surge do facto de, se a conjunção é um elemento de ligação, ela funcionar como uma espécie de ponte e nesse sentido não pertence a nenhuma das margens. Contudo, e penso que eu é que estarei errado, nas gramáticas elas aparecem sempre como parte integrante ou das orações coordenadas ou subordinadas. Nesse sentido, como explicar a contradição? Desde já, o meu obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa