O nome aldeia numa metonímia
Na frase "Vão direito a casa e daí a pouco toda a aldeia dorme.", extraída do conto "Sempre é uma companhia", de Manuel da Fonseca, o recurso expressivo presente é uma metonímia.
Porquê?
Na minha opinião seria uma personificação.
Como identificar, então, corretamente uma metonímia?
Obrigada pela atenção.
O quantificador cada
Gostaria de saber qual destas duas frases está correta e, se possível, porquê.
1. «Sentamo-nos em volta da vela acesa, e cada uma de nós se concentra no café para não ver a sombra que começou a passear-se, agitada, por todo o apartamento»
2. «Sentamo-nos em volta da vela acesa, e cada uma de nós concentra-se no café para não ver a sombra que começou a passear-se, agitada, por todo o apartamento».
Muito obrigada.
Modalidade e o verbo pensar
Qual a modalidade e valor modal presentes na frase «Penso que é o problema mais complexo da literatura portuguesa, aquele que requer maior especialização.» (retirada do artigo "A floresta de Camões desbravada", de Luís Miguel Queirós, e publicada no Público).
Na minha perspetiva, pode subentender-se que o locutor exprime certeza relativamente à afirmação que profere, logo estaríamos perante a modalidade epistémica com valor de certeza.
Mas poderá ser que a utilização do verbo pensar remeta para a ideia de possibilidade?
Apostos especificativo e explicativo
Em primeiro lugar, parabéns pelo ótimo trabalho!
Gostaria de saber, nas frases abaixo, se o termo «mulheres» é um aposto explicativo, caso de se utilizarem as vírgulas, ou especificativo, devendo as frases ser escritas sem vírgula.
«Nós, mulheres, não tínhamos os mesmos direitos.»
«Isso diz respeito a nós, mulheres.»
Obrigada desde já!
Garantir com indicativo ou conjuntivo
Agradecia que me clarificassem quando «garantir que...» pede conjuntivo.
As seguintes frases não me parecem corretas:
a) «Como vamos garantir que todos os que nos procuram serão tratados com a dignidade e a humanidade que merecem?»
Não devia ser «SEJAM tratados»?
b) «Como garantir que a inteligência artificial será ética e segura?»
c) «Temos agora de garantir que os governos respondem à chamada.»
d) «Como garantir que Portugal ficará pobre para sempre?»
Obrigadíssima.
A distinção entre morfologia e sintaxe
Gostaria de retirar uma dúvida acerca da tradicional divisão da gramática entre Morfologia e Sintaxe.
De uma forma geral, nos livros a que já tive acesso, a distinção entre essas duas partes se dá da seguinte forma: a Morfologia estuda a estrutura das palavras e sua classificação de forma isolada e a Sintaxe estuda como as palavras se articulam e qual função ocupam no interior de uma oração. Essa classificação é questionada pelos estudiosos da área?
Parece-me muito simplista esse tipo de divisão, uma vez que mesmo na analise morfológica o contexto da frase é importante e temos que analisar como o termo se articula no interior da frase, sendo que um mesmo vocábulo pode pertencer a classes gramaticais de acordo com a situação.
Exemplo: «O sambar da mulher é bonito»
Nesse caso, "sambar" é um substantivo e não um verbo como em «Eu amo sambar».
«Existe bastante flor no jardim»
Nesse caso, "bastante" é adjetivo e não um advérbio como em «Eu comi bastante bolo».
Tendo em vista o questionamento supracitado, o que acham? Existe algum conceito que seja mais preciso para diferenciar a Morfologia e a Sintaxe?
Obrigado.
A pronúncia de berma
Afinal, berma tem e fechado ou e aberto? Segundo o Priberam, deve-se ler /é/.
No entanto, encontro respostas no site a aconselharem a alternativa.
Bem hajam!
O gentílico de Iucatão
Gostaria de saber se a palavra yucateco é admitida na língua portugesa.
Vi-a nesta oração: «A palavra sabukatán é um termo yucateco, da península de Yucatán, no México».
Ainda sobre essa palavra, não tenho certeza se podemos escrevê-la com inicial maiúscula ou minúscula: é o nome de uma língua indígena, mas acredito que deveríamos escrevê-lo com minúscula.
No texto, observei que a editora preferiu manter as palavras em espanhol: yucateco – "iucateco" em português?
E Yucatán – "Iucatã" em português?
Muito obrigada.
O género de subcomandante
É sabido que algumas profissões aparecem nos dicionários como «nome masculino».
Embora comandante seja um nome com dois géneros, subcomandante aparece em alguns dicionários como masculino (como no caso da Infopédia).
A minha dúvida é a seguinte:
Se realmente o género de subcomandante é apenas masculino, como se deveria chamar a uma mulher que ocupa esse cargo?
«A Isabel é o subcomandante da marinha» ou «A Isabel é a subcomandante da marinha»?
Orações completivas introduzidas por para
Na frase «A aluna pediu para ir à casa de banho», qual a função sintática da oração «para ir à casa de banho»?
Esta frase encontra-se em dois manuais de Português com soluções diferentes: num é complemento direto, noutro é complemento oblíquo.
Neste último caso, é dada a seguinte explicação: «Quando o verbo pedir é seguido pela preposição para e uma oração subordinada substantiva, a oração subordinada funciona como complemento oblíquo, indicando a finalidade da ação. assim, "para ir à casa de banho" indica a finalidade do pedido.»
Estou confusa!
Obrigada!
