DÚVIDAS

Expressão, espremeção e espremedura
A enfermeira do setor pergunta: — Como se escreve expressão? Soletrei. Então, ela comenta: — Não! Expressão de ferida. — Como assim? — Quando eu espremo a ferida infectada — ela responde. — Isso não existe. Uma médica que estava presente aproveita a ocasião e me dá uma aula: — Existe, sim! «Expressão de ferida», quando você espreme uma ferida, é muito usual essa colocação. — Doutora, sinto muito em desapontá-la, mas veja os verbos e substantivos: expressarexpressão, espremerespremedura. Aí começou um bate-boca danado, e eu desisti. Poderiam me esclarecer?
A locução adverbial «em alerta»
A palavra alerta sempre foi usada sem o "apoio" do em. Inclusivamente, nos anos que estive na tropa, nunca ouvi ninguém perguntar a um soldado de sentinela se estava «em alerta»! Mas, unicamente, «alerta»: «estás alerta?» ou seja, «estás vigilante, de vigia, de sobreaviso, atento»? Pelo que ouço e leio hoje, tudo ou quase tudo é antecedido por em. Nessa lógica, será correcto escrever-se: «Estou em atento, estou em vigilante, em de vigia»? Será mais uma influência e adopção da maneira de escrever e de falar da língua espanhola e francesa, onde o em é abundantemente utilizado? Por outro lado, também está em grande moda, substituir o morreu por «perdeu a vida»! Dizem: «foi encontrado sem vida», e não «foi encontrado morto», «foi encontrado com vida», e não «vivo»! Logo, se isto está bem, porque não dizer «foi encontrado com morte»? Na expectativa do favor dos vossos esclarecimentos, com as minhas saudações, subscrevo-me antecipadamente grato.
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