A grafia de «dona de casa»
O Acordo Ortográfico de 1990 removeu os hifens de "dona-de-casa"? Em caso afirmativo, qual a regra geral que vigora em casos como este?
A tradução do inglês headset
Qual é a forma mais comum de nomear em Portugal o aparelho que em inglês se chama "headset": "auriculares", «fones de ouvido» ou simplesmente "fones"?
É alguma destas formas incorreta?
Muito obrigado pela sua resposta, e sobre tudo pelo grande trabalho que fazem e toda a ajuda que oferecem vocês às pessoas que querem aprender a sua linda língua!
A palavra transponder
Na produção animal estão a ser utilizados dispositivos electrónicos para identificar os animais, sob a forma de coleira, brincos nas orelhas, subcutâneos ou fixado no tubo digestivo.
As designações que aparecem são "transponder" ou "transpondedor", qual a mais correcta, ou haverá outra?
Obrigado.
Descarregamento (Internet)
Gostaria que me esclarecessem a seguinte dúvida:
Aceitando descarregar como a tradução do verbo to download (falando na transferência de ficheiros da Internet para o computador), como devemos designar os ficheiros descarregados da Internet, "descargas", ou "descarregamentos"? E qual dos dois devemos usar na seguinte expressão: «O seu descarregamento/A sua descarga está em curso»?
Já que descarregar substitui to download, podemos substituir upload por carregar, como é sugerido nesta página da Wikipédia?
Obrigado.
Sobre a palavra antiga ferruminação
Prezada equipe do Ciberdúvidas, agradeço-lhe pelas respostas sempre esclarecedoras e por verdadeiramente manter um intercâmbio entre as diferentes variantes da nossa língua portuguesa. Agradeço especialmente ao senhor Pedro Mateus, por sua gentileza em me ter respondido uma questão anterior, ajudou-me muito.
Recebi uma resposta da Academia Brasileira de Letras em que ela fez referência à obra de Duarte Nunes de Leão, Orthografia da Lingoa Portvguesa, de 1576. Quando procurei a referida obra e fui consultá-la, deparei-me com um termo cujo significado não conhecia. Ele está na secção «Tractado dos pontos das clausulas, & de outros que se põem nas palauras, ou oração”. Eis o trecho:
«O VII. he o hyphen, q quer dizer vnião, ou ajuntamẽto. O qual se vsa de duas maneiras: a primeira, quãdo se ajũtão em hũ corpo duas dições differẽtes, ficado feitas hũa soo, como passa-tẽpo, guarda-porta, val-verde, Mont’-agraço & aquellas palauras Latinas, venum-dare, pessum-dare, ab-interstato, & outras muitas. A outra maneira de q a vsamos He, quãdo per caso,ou per erro, se acerta de screuer hũa palaura cõ as syllabas muito separadas hũas das outras, para denotarmos, q se hão de ajũtar em hum corpo, para formar hũa dição, & tirar a duuida em que staria o lector, como aqui: Confira-dona vossa palaura. De maneira que He final de vnião & ajuntamento, & como hũa solda, & serruminação de syllabas.» [Pelo licenciado Duarte Nunez Leão, em ORTHOGRAPHIA DA LINGOA PORTVGVESA; Lisboa, 1570, pp. 77-78.]
Este termo é justamente serruminação, já no final da citação. Gostaria de saber seu significado.
Gostaria também de saber a quantidade de fonemas que tem o vocábulo menina.
Oferta e oblação (em religião)
Qual a diferença entre oferta e oblação, usada na Igreja?
Grato.
O conjuntivo e a locução «tão logo»
É correto ou aceitável o uso (como no exemplo abaixo) do presente do subjuntivo em orações subordinadas com a locução conjuntiva «tão logo»?
«Entrarei em contato com Lúcia, tão logo ela volte de Nárnia.»
Semântica estática e semântica dinâmica
Gostaria que me fizessem um paralelo entre semântica estática e semântica dinâmica.
Homeostasia, homeostase e homeóstase
Como se deve escrever: homeostase, ou homeostasia? Pelo que sei, os dois vocábulos representam exactamente o mesmo conceito. Gostaria de perceber qual o motivo da existência de ambos (português de Portugal e do Brasil?). Já agora, se fosse possível explanar a evolução subjacente às duas variáveis a partir dos étimos gregos, ficaria agradecido.
Acerca de vós e de vocês
Numa resposta à pergunta intitulada Nós/a gente; vós/vocês, a propósito da substituição do pronome vós pelo pronome vocês nos dialectos centro-meridionais da variante europeia da língua, é citada a Gramática Histórica de 1921, onde já se observa que, «dirigindo-nos a mais de um indivíduo, servimo-nos hoje de vocês como plural semântico de tu». O que eu gostaria de saber, se possível, era se é certo que tal fenómeno terá ocorrido previamente na variante brasileira (e se há registos que nos permitam datar de forma aproximada a sua emergência) e quando é que essa evolução começou a fazer-se sentir em Portugal, pelo menos no eixo Lisboa-Coimbra. Já agora, aproveitaria também para perguntar, de forma muito concreta, se é possível que em meados do século XVIII tal fenómeno já fosse comum na fala de pelo menos parte dos portugueses?
