Sobre uma acepção da palavra testemunho
Gostaria de saber o que significa exatamente a palavra testemunho nos seguintes contextos:
1) «A organização por capítulos é a que consta dos testemunhos 20 (13)V e 21 (14)V por se considerar a mais completa.»
2) «Os testemunhos 20 (13)V e 21 (14)V têm, ao topo, a indicação "Melville, first tale".»
3) «Cada capítulo é precedido do pequeno resumo que consta dos testemunhos 23(5) Q-1 e 1v., pois facilita a compreensão do enredo.»
É substituível simplesmente por documento, ou tem algum valor semântico específico no campo da investigação de textos literários?
Obrigada.
A etimologia e o significado dos prefixos super-, hiper- e mega-
Gostaria de saber a etimologia e o significado dos radicais super, hiper e mega. Há uns dias disseram-me que hiper e super são sinónimos. Será verdade?
A diferença entre sociolecto e dialecto
O socioleto se distingue do dialeto por qual razão?
A abreviatura da palavra diácono
A palavra diácono é abreviada diác., existe no meio religioso o uso de "Dc".
Minhas perguntas: Pode-se aceitar este uso? Eu acho que não, porque já existe uma abreviatura para este vocábulo, mas preciso de confirmação.
E no caso da forma feminina, não encontrei nada a respeito. Uso a abreviatura "Diácsa". Está de acordo, ou não?
Grata.
A diferença entre pedofilia e pederastia
Gostava que me explicassem a diferença de significado entre pedofilia e pederastia. Podem ser sinónimos do ponto de vista etimológico?
Obrigada.
A regência do verbo interagir
Está correto o verbo interagir reger a preposição com?
Não seria redundância?
Sobre o uso de «data de vencimento» e maturidade
Ouvimos frequentemente esta palavra aplicada à data de vencimento de um empréstimo. Será que já adoptamos o anglicismo maturity date? É que o significado tem que ver com alguém que já atingiu a idade madura, com responsabilidade, ponderação, bom senso.
Agradeço que me esclareçam.
O plural de táctil-visual
Ensino desenho para crianças cegas, por meio de um tipo de «esquema gráfico tátil-visual».
Pergunto:
Como devo escrever "tátil-visual" no plural?
Agradeço imensamente uma resposta.
A concordância com todos, novamente
Supondo que um professor pergunte aos alunos se na frase «Todos vamos à praia» as regras de concordância foram respeitadas, o aluno deveria responder o quê? E a pergunta mais importante: a silepse (de qualquer tipo) é um desvio gramatical (um erro de concordância)?
Grato!
O uso do pretérito perfeito do conjuntivo
Tenho dúvidas acerca do uso do pretérito perfeito do conjuntivo.
Encontrei, na Gramática da Língua Portuguesa, (M. H. M. Mateus et al., 2003), Capítulo XV (Inês Duarte) — Subordinação completiva, pág. 609 (cp. 15.1.3) e 606 (cap. 15.1.1.), as seguintes frases:
«Que a Maria não tenha vindo a festa, surpreendeu o João.»
«O Conselho lamentou que não lhe tenha sido comunicada a decisão.»
Pensava que nas subordinadas completivas finitas, neste caso (quando a oração principal se encontra no pretérito perfeito), seria apropriado e gramatical usar o mais que perfeito do conjuntivo:
«Que a Maria não tivesse vindo a festa, surpreendeu o João.»
«O Conselho lamentou que não lhe tivesse sido comunicada a decisão.»
Pedia-vos para me confirmarem a gramaticalidade das frases encontradas na GLP nos subcapítulos em apreço. Caso estejam correctas, a minha pergunta é:
Posso, então, utilizar o pretérito perfeito do conjuntivo nas completivas finitas seleccionadas por todos os verbos psicológicos, ou só por aqueles que são denominados "factivos" e que pressupõem a verdade do complemento frásico (achar bem, detestar, gostar, lamentar)? Neste caso, seriam gramaticais as seguintes frases?
«Achei (achava) bem que lhe tenhas dito a verdade.»
«Detestei (detestava) que te tenhas vestido assim.»
«Lamentei (lamentava) que me tenham dado a resposta negativa.»
«Gostei (gostava) que ele me tenha vindo visitar.»
Verbos psicológicos não factivos:
«Esperava que to tenha dado.»
«Supunha que to tenha dito.»
Obrigada.
