DÚVIDAS

Alternativas a você e tu
Verifico com bastante frequência, como tradutora e também como revisora, que, perante a impossibilidade de usar você ou tu, a língua não nos apresenta alternativa viável, havendo casos em que a solução de ausência de termo torna difícil entender que nos dirigimos ao leitor, que o sujeito é ele. Mais do que uma pergunta, sinto que é hora de lançar um desafio aos linguistas: faz falta uma solução educada e não ofensiva para nos dirigirmos ao outro. Sinto que, na procura por um grau de tratamento polido, nos enrolámos, criando um beco sem saída.
Os deíticos em assentiu e indicou
Gostaria de saber se, no excerto que a seguir apresento, posso considerar os verbos assentiu e indicou deíticos pessoais, mesmo pertencendo à 3.ª pessoa, e porquê. Ao aproximarmo-nos dos guichés, reparei que, entre a multidão aparentemente informe, se discerniam perfeitamente três filas. – É esta a fila para a bilheteira? O homem no fim da fila mais curta assentiu entusiasticamente. – Sim, sim, por aqui, por favor. Indicou com um gesto uma outra fila. Muito mais comprida.
«Estar possuído» = «estar possesso»
Surgiram duas dúvidas: 1 – No outro dia, a falar com um senhor, disse «estou possuído», e o senhor disse que estava errado e disse «estou possesso». Já fiz umas pesquisas e realmente possesso parece estar correcto, mas ouço muita pessoas dizerem «estou possuído» com o significado «estou pior que estragado». Pergunto se possuído está correcto, ou é somente possesso. 2 – Vi na Internet esta dúvida: Diz-se «diriji-me a V. Ex.ª», ou «diriji-me à V. Ex.ª»?
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