DÚVIDAS

Classificação de orações de D. Sebastião (Mensagem, de Pessoa)
Solicito a vossa ajuda para a compreensão do tipo de orações subordinadas no poema D. Sebastião, de Mensagem, de Fernando Pessoa. Assim, será que está correto o tipo de subordinação que eu coloco entre parênteses?Louco, sim, louco, porque quis grandeza (explicativa/causal)Qual a Sorte a não dá. (relativa)Não coube em mim minha certeza;Por isso onde o areal está (causal)Ficou meu ser que houve, não o que há. (duas relativas)Minha loucura, outros que me a tomem (relativa)Com o que nela ia. (relativa)Sem a loucura que é o homem (final/integrante/relativa)Mais que a besta sadia (comparativa)Cadáver adiado que procria? (relativa)
O género da palavra latina ratio
Apesar de já ter procurado em vários dicionários, não encontro o género da palavra latina ratio. Se a tradução para português é «razão», tratar-se-á de uma palavra feminina, devendo escrever-se «a ratio», ao contrário do que se escreve habitualmente? Ou, tratando-se de uma palavra masculina ou neutra, deverá manter o género masculino em português, escrevendo-se «o ratio»? Compreendo que seria preferível a utilização de razão, mas a colagem ao inglês impregnou o discurso actual de ratios para aqui e para ali, pelo que, a bem da clareza, penso ser admissível o uso da expressão latina, embora com preservação do género correcto.
A supressão de para (orações adverbiais finais)
Tenho percebido que, ao menos no português brasileiro, as orações subordinadas adverbiais finais introduzidas pela preposição para permitem a supressão dessa preposição quando o verbo ir é o verbo principal (não auxiliar) da oração principal ao mesmo tempo que ambas as orações compartilham o mesmo sujeito. Portanto: «Eu vou para casa para dormir.»/«Eu vou para casa dormir.» «Ele vai cantar para deixá-la feliz.»/*«Ele vai cantar deixá-la feliz.» «João vai ao Rio para ver Maria.»/«João vai ao Rio ver Maria.» «João vai ao Rio para Maria vê-lo.»/*«João vai ao Rio Maria vê-lo.» Minha dúvida é se tal fenômeno ocorre no português europeu e se essa é uma construção da norma culta.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa