Um modificador do grupo verbal e um complemento do nome
Qual é a função sintáctica de «cedo» e «escola» nas frases «Felizmente, o treinador chegou cedo» e «O diretor da escola prestou esclarecimentos aos alunos»?
Frase imperativa e polaridade
A frase «Para de comer as nossas alfaces!» é imperativa. Contudo, a dúvida surge na polaridade, uma vez que não tem as palavras-chave de uma frase negativa; daí considerarmos a frase com polaridade afirmativa. Contudo, o sentido da frase remete-nos para uma frase com polaridade negativa, pois se substituirmos pela palavra não estamos a negar: «Não comas mais as nossas alfaces!»
Qual o tipo de polaridade mais correto?
A expressão «não estar no gibi»
No Brasil, temos a expressão «não estar no gibi» («ser inacreditável, impossível de ser imaginado»). Vocês saberiam me informar a origem da palavra gibi bem como me dar uma pista sobre a motivação linguística ou extralinguística para a expressão «não estar no gibi»?
«Passar o cabo dos trabalhos», «ter contas a ajustar» e pespegar
Gostava de saber o significado das seguintes palavras/expressões populares:
— Cabo dos trabalhos;
— Ter contas a ajustar;
— Pespegar;
— Pôr água à fervura;
— Estupor.
A expressão «a monte»
Uma carrinha estava atulhada de gente. Posso dizer em termos coloquiais: «Na carrinha ia toda a gente ao monte», ou «Na carrinha ia toda a gente a monte»?
Modificador apositivo e verbo auxiliar modal
No apoio a um aluno, surgiram-me duas dúvidas relativamente à análise sintática de dois elementos de uma frase. Esta é a seguinte:
«(...) o mano Guanes, como mais leve, devia trotar para a vila vizinha de Retortilho (...)»
O primeiro caso prende-se com o elemento entre vírgulas: aposto (acresce uma informação sobre o sujeito), ou complemento circunstancial de causa [modificador de grupo verbal pela nova terminologia — devia trotar (ele)]? Porquê?
O segundo caso está no verbo «trotar (para a vila vizinha de Retortilho)». Será um complexo verbal (em que «trotar» surge como verbo intransitivo)? Ou será como complemento direto de «devia», juntamente com o resto da frase «para a vila de Retortilho», introduzindo o verbo «trotar» uma oração substantiva integrante?
Gostaria de ter a vossa opinião.
Obrigado pelo vosso belo trabalho.
Sobressalto, tranqueira e roca
As palavras sobressalto, tranqueira e roca seriam mesmo as formas vernáculas portuguesas que correspondem, respectivamente, às palavras surpresa, trincheira e rocha, que, por sua vez, são aportuguesamentos das palavras francesas surprise, trenchier (francês antigo) e roche?
Quanto à primeira elencada, sobressalto, hodiernamente, parece ter tão-somente o sentido de uma surpresa má, assustadora, perturbadora, aterrorizadora, enquanto surpresa pode ser tanto boa quanto má, o que me causa dúvida e me faz indagar se no passado a palavra sobressalto poderia traduzir uma surpresa boa ou má ou também apenas má.
Ainda gostaria de saber por que as formas francesas, ainda que aportuguesadas, vieram a substituir as vernáculas portuguesas muito mais legítimas no nosso idioma.
Que a estrela de primeira grandeza da Internet, o Ciberdúvidas, ilumine tudo com a sua luz esclarecedora.
Muito obrigado.
A expressão «que é feito de...»
«O que é feito do dinheiro?», isto com o sentido de «Onde está o dinheiro?».«O que é feito do dinheiro?» é português correcto? Não encontrei esta expressão nos dicionários que tenho cá por casa.Muito obrigado.
A sinestesia e a metáfora num verso de Fernando Pessoa
No verso «Barco indelével pelo espaço da alma» está presente uma metáfora, ou uma hipálage?
Concordância com a construção «ninguém menos que»
«Entre as vítimas (da Revolução Francesa) estavam (estava) ninguém menos que o rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta, decapitados em 1793.»
Creio que o verbo deva corretamente ficar no singular. Estou certo?
Obrigado.
