Predicativo do sujeito, anexo predicativo ou constituinte predicativo adjunto
1 - Considere-se a seguinte frase:
«O bebé dorme bem e tranquilo.»
2 – Nas notas a propósito do predicativo do sujeito, o Dicionário Terminológico (DT) refere que «é possível constatar que expressões com valor locativo seleccionadas por verbos copulativos desempenham a função de predicativo do sujeito, porque podem ser coordenadas com outros constituintes com a mesma função, independentemente do seu valor: (α) "O João está [em Paris e muito doente]"».
3 – Na frase [acima], o grupo adverbial «bem» desempenha a função sintáctica de modificador do grupo verbal.
4 – Logo, na frase [em 1], o grupo adjectival «tranquilo» (<=< grupo adverbial «tranquilamente») desempenha a função sintáctica de modificador do grupo verbal.
5 – Se se considerasse o grupo adjectival «tranquilo» como um predicativo do sujeito, o grupo adverbial «bem» tê-lo-ia de ser também.
6 – Baseada, talvez, na flexão adjectival em função do sujeito da frase, a tradição gramatical, porém, classificaria o grupo adjectival «tranquilo» da frase [em 1] como um predicativo do sujeito. [...]
Futuro simples vs. futuro perifrástico: história
Em frases como «eu vou comprar um carro», «ela vai viajar amanhã» e em muitas outras similares, todas muito comuns no português do Brasil, sendo mesmo as costumeiras e preferidas por aqui, o verbo ir deve ser considerado um verbo auxiliar para fazer o futuro? Se sim, este verbo, nos casos acima mencionados, pode ser considerado o equivalente ao inglês will, verbo auxiliar para fazer o tempo verbal futuro na língua inglesa?
As referidas expressões podem ser convertidas em formas equivalentes mais sintéticas em nossa língua, de modo que poderíamos dizer «eu comprarei um carro», «ela viajará amanhã», mas estão longe de ser as mais usadas no Brasil.
Por último pergunto-vos se as duas maneiras são corretas, e se as duas mais sintéticas não seriam as mais eruditas. Indago ainda qual dos dois modos de fazer o tempo verbal futuro é o mais antigo no nosso idioma.
Muito obrigado.
A abreviatura de município e de municipal
Qual a abreviação correta de municipal?
O aportuguesamento de topónimos romanos da Dalmácia
Em leitura de informações sobre a Dalmácia romana me deparei com cinco topônimos (Senia, Vegium, Aenona, Aequum, Oneum) que não estou encontrando uma forma aportuguesada. Como o latim tem regras relativamente bem fixas para transliteração, pensei que, na ordem, estes topônimos poderiam ser grafados como Sênia, Végio, Enona, Équo (à semelhança de os équos) e Oneu/Oneia (à semelhança de Dorileu/Dorileia e Lilibeu/Lilibeia). Estas formas seriam possíveis nestes casos, ou será que alguma fonte sugere outra forma?
A interjeição eta
Gostaria de saber se uso vírgula ou ponto de exclamação na frase: «Eta povinho bão...»
Obrigada.
Newton e Nilton
Gostaria de saber, se der o nome de Newton para um filho aqui no Brasil, como será a pronúncia neste caso? Acredito que o correto seria sempre pronunciar como "Nilton", ou seja, o w com som de u ou l, mas não tenho certeza, porque vários nomes com w são pronunciados como a letra v, em Wagner, Wilson, Walter, etc.
A família de palavras de peculato
Qual o significado e qual a família de palavras de peculato?
Cor («saber de cor») e cor («cor dos olhos»)
Sempre aprendi assim, mas agora fico com a dúvida sobre a grafia correcta. Existe ou não diferença na escrita (já que a fonética difere) entre:
«Sabe de cor» – onde cor se lê "cór";
«Amarelo é a minha cor» – onde cor se lê "côr"?
Obrigado.
A norma do português em África e na Ásia
Gostaria de saber se os países africanos e Timor-Leste seguem a norma europeia do português.
Desde já agradeço todos os bons artigos que cá têm, tem sido uma ajuda preciosa para mim. Fazem um ótimo trabalho.
«Pedir um empréstimo», «fazer um empréstimo»
Gostaria de saber qual é a forma correta: «fazer um empréstimo», ou «pedir um empréstimo»?
Obrigada.
