O complemento do nome na frase «momento libertário da juventude»
Na expressão «momento libertário da juventude», a expressão «da juventude» exerce a função sintática de complemento de nome ou complemento do adjetivo?
Estou na dúvida, pois poderia ser um complemento do nome (na relação possuidor/tema). No entanto, também se pode dizer que é um complemento do adjetivo, pois surge depois de «libertário».
Os gentílicos de Penome Pene e de Hanói
Gostaria de saber qual o gentílico para a capital do Camboja, Phnom Penh, e para a capital do Vietnã, Hanói.
Desde já, agradeço.
Os gentílicos de Foz do Arelho (Cadas da Rainha) e Arelho (Óbidos)
Qual é a designação correta para os habitantes e/ou nativos da localidade da Foz do Arelho (concelho das Caldas da Raínha)?
«Analisando-se os autos, verifica-se....»
Quais das duas seguintes formas estão corretas?
a) "Analisando-se os autos, verifica-se que (...)";
b) "Analisando os autos, verifica-se que (...)".
A segunda forma é usada com frequência. Se ela está correta, por qual razão dispensa o uso da partícula "se"?
Grato.
A vírgula na expressão «com que então» (II)
Retorno à consulta feita por mim e respondida em 13/02/2019, para saber qual seria a melhor escolha para a pontuação para o final da frase «Com que então, o maroto do tio Jonas enviava aquele montão de inutilidades sem ao menos apreciá-las completamente(!?)»
Ponto de interrogação ou de exclamação?
Obrigado mais uma vez.
A regência do verbo aborrecer-se
Como estudante universitário, decidi comprar dois exemplares de Alice no País das Maravilhas traduzidos por duas tradutoras diferentes. No seguimento da leitura destes livros, deparei-me com umas dúvidas relativas à pontuação.
Em primeiro lugar, está correta a frase «Alice começava a aborrecer-se imenso de estar sentada à beira-rio com a irmã, sem nada para fazer: espreitara uma ou duas vezes para o livro que a irmã lia, mas não tinha gravuras nem diálogos»? Está correcto o uso da preposição de, ao invés da preposição por, que, no meu ver, me parece ser mais correta? E o uso dos dois pontos?
Em segundo lugar, tendo por base a frase «Em primeiro lugar, tentou lobrigar qualquer coisa lá em baixo e perceber para onde ia, mas estava demasiado escuro; depois, olhou para as paredes do poço...», não seria mais correto reformulá-la da seguinte maneira: «Em primeiro lugar, tentou lobrigar qualquer coisa lá em baixo e perceber para onde ia. Mas estava demasiado escuro; depois, olhou para as paredes do poço...»?
As minhas dúvidas prendem-se, pois, com a pontuação, as preposições e os sinais de pontuação que acompanham a conjunção mas.
Grato pela atenção.
Restringido e restrito
Relativamente ao verbo restringir, consultei a vossa resposta em 16/04/2004, mas não fiquei esclarecida.
Restrito é exclusivamente um adjetivo? Ou seja, dizer algo como «o acesso foi temporariamente restrito» está errado?
Muito obrigado e cumprimentos.
«Pelo arco-íris» vs. «por o arco-íris»
Tenho uma dúvida suscitada por um amigo meu brasileiro.
Esse meu amigo referiu há uns dias que, no Brasil, a frase «estou fascinado pelo arco-íris» é considerada pouco apropriada para um texto erudito. Isto por muitos escritores brasileiros considerarem que a contração pelo, que é resultado da aglutinação da antiga preposição per com o artigo ou pronome lo ou resultado da aglutinação de por e o, é informal e deve ser substituída por «por o», ficando: «Estou fascinado por o arco-íris.»
Eu, que sou português, pergunto agora se aqui em Portugal se segue similar ideia. O que será mais conveniente para um texto erudito do português europeu?
«Estou fascinado pelo arco-íris», ou «Estou fascinado por o arco-íris»?
Desde já agradeço a atenção dispensada.
«Até altas horas» e «a altas horas»
Na seguinte frase o uso de preposição a ou em antes de «altas horas» é obrigatório?
«Fotos de alta qualidade até mesmo altas horas da noite.»
«Fotos de alta qualidade até mesmo a altas horas da noite.»
Pergunto, porque acreditava que a elipse da preposição era permitida e recorrente em casos nos quais a circunstância adverbial fica clara pelo contexto, mas fui informada de uma regra que diz que o uso da preposição é obrigatório para evitar ambiguidade entre tempo contínuo e um período determinado de tempo. Essa regra procede e se aplica ao contexto acima?
Hemóstase
Qual a grafia e pronunciação correctas[*]: "hemóstase" ou "hemostase"? Pronuncia-se como metástase?
As referências que encontrei [no dicionário Priberam e no sítio Educalingo] apontam para "hemóstase", mas, tendo em conta a origem da palavra (hemo+stasis), esta acentuação soa-me bizarra.
[* Manteve-se a grafia correcta, anterior à norma ortográfica em vigor.]
