Coesão lexical e coesão referencial
No excerto do texto
«A outra circunstância é altamente importante, e modifica radicalmente a maneira como Orpheu tem sido visto. Na verdade, após essa revista e outras igualmente efémeras (ou que não chegavam sequer à informação da grande imprensa e ao público em geral), o Modernismo foi longamente ofuscado pela continuidade literária anterior»
«Orpheu» e «essa revista» podem constituir um caso de coesão lexical por substituição, sendo «revista» um hiperónimo de «Orpheu»? Ou a presença do determinante demonstrativo «essa» inviabiliza esta hipótese. Se assim for, será um caso de coesão gramatical referencial por correferência? Se sim, porquê?
Muito agradeço, antecipadamente, a vossa resposta.
A expressão «(não) faz sentido (para mim)»
Oiço cada vez mais a expressão «faz-me sentido» com a intenção de dizer algo como «penso que faz sentido». Creio que esta utilização não está correcta[*], pois «faz-me sentido» significaria que me teriam feito ou dito algo que me magoou, que me deixou "sentido".
Infelizmente, os meus conhecimentos de gramática e afins estão muito ferrugentos e não consigo justificar a minha opinião na totalidade. Será que me podem esclarecer?
Muito obrigado.
[* Manteve-se a grafia correcta, anterior à norma ortográfica em vigor.]
O neologismo monotético
O termo monotético parece fazer parte do vocabulário do português do Brasil, (significando «uma classificação que utiliza apenas um critério diferenciador»1) assim como da língua inglesa (monothetic: "That assumes or is based on a single essential element or idea"2).
Haverá alguma expressão, no português de Portugal, com significado similar?
1 Dicionário Informal, em linha.
2 Oxford English Dictionary, em linha [tradução livre da frase em inglês: «que supõe ou é baseado num único elemento ou ideia essenciais»]
«De Taiwan», mas «na Formosa»
«Sou de Taiwan»? Ou «sou do Taiwan»?
Obrigada.
As figuras de estilo apóstrofe, metonímia,
na frase «Ó gente ousada, mais que quantas...»
na frase «Ó gente ousada, mais que quantas...»
Nos versos «[...] Ó gente ousada, mais que quantas/ No mundo cometeram grandes cousas”, para além da apóstrofe, posso aceitar [a resposta de] quem colocou metonímia em vez de antonomásia?
Li algures, que esta seria considerada uma variante da metonímia, daí a minha dúvida.
E perífrase, devo aceitar?
«Fascinado com» e «fascinado por»
Gostaria de saber, no âmbito da regência do particípio passado ou adjetivo fascinado, como se deve dizer: «estou fascinado com ela», ou «estou fascinado por ela»?
Estão as duas formas de expressão corretas ou estão ambas erradas?
Desde já, muito obrigado pela atenção.
Trio = terno
Como se diz [em espanhol] terna em português? Ou seja, o conjunto de três candidatos para realizar um trabalho. Existe o conceito?
«Muito/pouco perfecionista»
Posso usar «muito perfeccionista» ou «pouco perfeccionista»? Me parece estranho o uso de advérbios com a palavra perfeccionismo.
A função de «do fidalgo» em «acompanhado do fidalgo» e «fez-se acompanhar do fidalgo»
Na frase «ele veio acompanhado do fidalgo» qual é a função sintática «do fidalgo»?
E se a frase for «Ele fez-se acompanhar do fidalgo». Qual a função sintática do fidalgo? Complemento obliquo?
Verbos paradigmáticos
Gostava de saber o que são verbos paradigmáticos e qual a melhor forma de eles serem ensinados aos alunos.
Obrigada.
