DÚVIDAS

Diz/dize, faz/faze, traz/traze
A gramática de Celso Cunha diz que os verbos DIZER, FAZER E TRAZER, na 2.ª pessoa do singular, apresentam no imperativo afirmativo duas formas: dize ou diz, faze ou faz, traze ou traz.Gostaria, então, de obter uma confirmação dos senhores e uma explicação de como isso ocorre, pois, pela regra geral, a 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo viria do presente do indicativo com a perda apenas do "s" e não perderia o "e" também. Por exemplo: corre, vive, vende, etc... Talvez eu tenha entendido mal.Obrigado pela atenção.
É que
Assisti a um programa de televisão em que foi falado sobre a partícula expletiva ou de realce "É QUE". Foi dito, então, que ela é invariável e que estaria presente nas seguintes frases: 1) Eu É QUE fiz. 2) É nessas horas QUE a gente percebe. Até aí tudo bem. Só que mais tarde me surgiram algumas dúvidas, quando afirmaram que estaria CORRETA a frase "FUI eu QUE fiz" e ERRADA a frase "É eu QUE fiz". Eis as dúvidas: 1) Por que não existe a partícula "É QUE" na frase "É eu QUE fiz". Por que ela estaria errada? Por que não posso considerá-la como se fosse a frase "Eu É QUE fiz" com a ordem alterada? 2) Por que estaria errada uma frase do tipo "SÃO nessas horas QUE a gente percebe", uma vez que não o está a frase "FUI eu QUE fiz"? 3) Qual é a diferença entre as frases "FUI eu QUE fiz" e "É nessas horas QUE a gente percebe"? Por que numa está presente a partícula invariável "É QUE" e na outra não? Já havia escrito, várias vezes, para o tal programa e até hoje não obtive resposta direta ou indiretamente. Felizmente descobri o CIBERDÚVIDAS. Agradeço pela atenção sempre certa a este serviço tão importante a todos que falamos a língua de Camões. E são uma boa quantidade de milhões.
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