DÚVIDAS

A dificuldade/uma coisa horrível
A pergunta é: Como se explica que nesta frase: "Aí reside a dificuldade", o sujeito seja "dificuldade"? Como nesta outra frase: "Aconteceu-me uma coisa horrível", o sujeito também seja "coisa horrível"? Sou trabalhador-estudante de Ciências da Comunicação e tenho somente quatro cadeiras em atraso para finalizar a licenciatura, entre as quais Gramática. A minha profissão, por ironia, é redactor publicitário e criativo numa pequena agência de Publicidade de Lisboa, de onde vos faço estas perguntas. Muito obrigado.
Pais ausentes
Num livro sobre Inteligência Emocional do Dr. John Gottman (em inglês) encontro esta classificação dos pais em 4 categorias: - Dismissing parents (para os pais que fazem de conta que os filhos não têm sentimentos negativos); - Disapproving parents (os pais que censuram os sentimentos negativos). - Laissez-faire parents (os pais que aceitam mas não estabelecem limites, não dão orientação). - Emotion-coaching (os pais que aceitam mas dão orientações). Estas 4 categorias - gostaria que me auxiliassem a achar as designações correctas em português. - Dismissing -Disapproving - censores? - Laissez-faire - liberais? Emotion-coaching - treinadores emocionais? Grato desde já pela V. atenção, aproveito para saudar esta V. louvável iniciativa.
Regência
Desejo saber qual das frases a seguir é a certa: 1) Isso aconteceu ao contrário do que gostaria. 2) Isso aconteceu ao contrário do de que gostaria. Desconfio de que seja a segunda frase, pois, na primeira, a preposição "de" pertence a expressão "ao contrário de" e, desta forma, estaria faltando outro "de" para satisfazer a regência do verbo gostar. Mas não tenho certeza. Agradeço orientação do Ciberdúvidas.
Assuntar
Algumas dúvidas que recolhi, ouvindo ou lendo aqui e ali: 1 - Assuntar (no sentido de tratar deste ou daquele assunto) está correcto? Esta ouve-se na telenovela brasileira "Meu Bem Querer", que passa actualmente na SIC. 2 - "Por isso ninguém se orgulhe de despertar amor: ele é um efeito de sombras, de entendimentos com um passado de que nem sequer fomos testemunhas." É uma citação do livro "Crónica do Cruzado Osb", de Agustina Bessa Luís. A despeito de tão ilustre autora, pergunto: a seguir a "por isso" não devia haver uma vírgula? Não é a primeira vez que vejo em livros e jornais essa omissão. Ou será meu o engano? Por analogia, um período ou uma oração iniciados pela locução "de facto" não obriga também à vírgula («De facto, não correu bem o exame»)? 3 - Cabo-verdiano ou caboverdeano? E porque é que em Cabo Verde se escreve caboverdeano? Muito agradecida.
Devido
Estou escrevendo a minha tese de mestrado, que se inicia com a seguinte frase: "Cárie dental é a desmineralização da estrutura do dente, devido à presença de ácidos, os quais são produzidos por bactérias". Meu orientador insiste em dizer que a frase não tem sentido lógico e que a palavra "devido", no lugar em que está, não dá sentido à mesma. Mais: ele me pede para trocar a ordem das orações que compõem a frase, sugerindo que desta forma eu talvez pudesse ver a falta de sentido de que ele tanto reclama. Como posso convencê-lo de que a frase acima tem sentido e está correta? Obrigado. Observação: sou estatístico e estou analisando dados relativos à área de Odontologia.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa