Pagar em espécie
Há poucos dias, numa loja de roupa de origem francesa, vi um letreiro informando que os arranjos para ajustar determinadas peças deveriam ser pagos "em espécie", querendo significar que não podia ser com cartão.
Achei piada até porque me lembro bem que, quando prestava serviço militar, receber um subsídio de alimentação em espécie queria dizer que seria entregue pela Manutenção Militar, à unidade onde prestava serviço, artigos alimentares no valor estipulado.
Entretanto, comentando o facto com amigos, disseram-me que em linguagem económica ou bancária (?) "pagar em espécies" significa mesmo em dinheiro, notas ou moedas. Aqui uma dúvida. Será verdade?
Também, por acaso, vi um programa de televisão, sobre a viagem de circum-navegação de Magalhães, que me despertou a curiosidade para saber se esta expressão tem que ver com "especiaria" como meio de pagamento.
Calceiro dif. de cabide para calças
Sou tradutora numa empresa de decoração, e tenho uma dúvida. É correcto dizer-se em português: calceiro ou deve dizer-se: cabide para calças? Este objecto é parte dos roupeiros feitos por medida, geralmente.
Já ouvi e vi as duas versões.
Podem ajudar-me a esclarecer esta dúvida?
«Aqui não se fia»
De um modo provavelmente errado e sem qualquer fundamento, para além de uma vaga associação à célebre figura do Zé Povinho do Bordalo, sempre entendi que expressões do tipo «Aqui não se fia» ou «Aqui não há fiado» são formas demasiado vulgares e pouco... elegantes de dizer. Estarei completamente enganado? Em que contextos podem usar-se? Qual a sua origem?
Muito obrigado pela vossa opinião e ajuda.
«A par e passo» existe
Verifiquei, com surpresa, que o Ciberdúvidas desconhece que a expressão a par e passo não tem qualquer sentido, nem sequer existe, aliás. É uma corrupção da expressão latina "pari passo" que significa «com o mesmo passo» ou «com passo igual».
A etimologia de ofício e de oficina
Gostaria de obter informações a respeito da etimologia das palavras: ofício e oficina. Tenho interesse principalmente em conhecer, caso seja possível, as transformações relativas aos significados originais e os actuais.
Obrigada.
Números fraccionários *
Se 1/100 é um centésimo e 1/1000 é um milésimo, como devo dizer 1/2000?
Na Nova Gramática do Português Contemporâneo de Celso Cunha e Lindley Cintra é dito que o emprego dos fraccionários numa forma composta (neste caso, dois mil) é feita «pelo cardinal correspondente seguido da palavra avos». Assim sendo, deverei dizer «um dois mil avos» ou existe outra forma (um duo-milésimo? Um milésimo segundo?)
No escuro = locução adverbial?
Será que posso classificar – no escuro – como uma locução adverbial?
Obrigado.
Sermão
Qual o contexto em que surge o sermão? Muito obrigada!
A utilização do imperfeito do indicativo
A utilização de tempos de verbos de um modo, aparentemente, desadequado, talvez fruto de conhecimento e uso de línguas estrangeiras, tem criado discordâncias entre pessoas que chegam à fala. Agradecia que fosse esclarecido se alguma das duas frases seguintes se pode considerar frontalmente errada ou se, em determinados contextos, elas podem ser usadas. Assim, dirigindo-me a um bilheteiro, em vez do correcto "desejo um bilhete simples", posso dizer? – "Desejava um bilhete simples"; – "Desejaria que me desse um bilhete simples".
A origem da expressão «pintar o sete»
Qual a origem da expressão “pintando o sete” ou “pintar o sete”?
