DÚVIDAS

À volta da nossa língua comum
Facto e fato são variantes, portuguesa e brasileira respectivamente, para o mesmo conceito. De igual modo, óptimo e ótimo, ruptura e rotura, e muitos outros pares de variantes. Numa escola, de qualquer nível, em Portugal, por exemplo, nas provas de avaliação, é legítimo assinalar como erradas as segundas variantes? Mesmo a cidadãos brasileiros?! Com muita frequência, as escolas de qualquer nível integram discentes e docentes de várias origens: se o professor da "turma" for brasileiro, qual é a norma a adoptar pela/na "classe"? E para um cenário semelhante, mas no Brasil? Em "turmas" com cidadãos de ambos os países, todas as formas são legítimas? E em turmas "puras" de cidadãos de um só país, não há variantes, vigoram os termos nacionais de cada país?! Posto ainda de outro modo: posso adoptar a forma/variante que mais me agradar, independentemente da nacionalidade (cultural, legal,...)? Peço que me perdoem se a questão lhes parecer impertinente.
Mais mal ou pior?
No domingo, dia 28 de Setembro [de 2003], lia-se em título no jornal “Público”: «Trabalho faz cada vez mais mal à saúde». Ora, considerada a minha aprendizagem já um pouco antiquada, eu usaria o adjetivo pior em substituição de mais mal. No entanto, e depois de consultar a vossa página, ainda fiquei mais confusa! Pergunto: será que, também neste exemplo, poder-se-á dizer/escrever das duas formas? (tenho plena consciência da evolução da língua, mas não se estará a cair em laxismos linguísticos?) Grata pela vossa ajuda/esclarecimento.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa