DÚVIDAS

A utilização do imperfeito do indicativo
A utilização de tempos de verbos de um modo, aparentemente, desadequado, talvez fruto de conhecimento e uso de línguas estrangeiras, tem criado discordâncias entre pessoas que chegam à fala. Agradecia que fosse esclarecido se alguma das duas frases seguintes se pode considerar frontalmente errada ou se, em determinados contextos, elas podem ser usadas. Assim, dirigindo-me a um bilheteiro, em vez do correcto "desejo um bilhete simples", posso dizer? – "Desejava um bilhete simples"; – "Desejaria que me desse um bilhete simples".
Maiúsculas em palavras compostas
Sou revisora literária e tipográfica e tenho uma dúvida a que ainda não encontrei resposta nos vossos esclarecimentos sobre este assunto. Num título de uma bibliografia em que se opte pelas maiúsculas iniciais, o que fazer em relação aos prefixos a que se segue um hífen (ex.: Escreve-se «O Nosso Futuro pós-Humano» ou «O Nosso Futuro Pós-Humano»; «Seremos Todos anti-pós-Modernistas?» ou «Seremos Todos Anti-Pós-Modernistas?»? Ou seja, quem impõe a regra é a categoria do prefixo ou a da palavra que se lhe segue? Obrigada.
«Escreva uma carta… onde você expresse seus sentimentos...»
Outro dia li a seguinte ordem em um exercício: «Escreva uma carta para um amigo onde você expresse seus sentimentos em relação a ele.». Minhas dúvidas são as seguintes: (1) O verbo expressar está corretamente flexionado na segunda oração? No meu entendimento deveríamos usá-lo no presente do indicativo, ou seja, "expressa". (2) O pronome relativo "onde" está bem empregado? Entendo que o correto seria usar o pronome relativo "na qual", já que "onde" é um advérbio de lugar. Se me equivoco em minhas dúvidas, gostaria de uma explicação para entender o por quê de usá-los da maneira que estão sendo usados. Grato pela atenção.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa