Vazo = vazio
Gostaria de saber se na frase seguinte podia usar a palavra vazo ou se teria de ser vazio? "Além disso, para quem tem mesmo dificuldades em pagar a propina máxima, em princípio também é um ónus demasiado pesado a mínima, pelo que o problema se torna vazo de conteúdo!"
Quanto (morfologicamente)
Como se classifica morfologicamente a palavra "quanto" na seguinte frase: «Quanto custou aquele livro que a Maria comprou na tua loja?»
Estocástico
O que significa a palavra estocástico?
Motorredutor
Gostaria de saber qual é a forma corre(c)ta de se escrever o nome da máquina que é formada pelo conjunto de um motor e um redutor?
Existem dúvidas entre três formas: Motoredutor, motorredutor e moto-redutor.
A primeira forma tenho a certeza que está errada, porém a maior fabricante de "motoredutores", uma multinacional alemã, escreve dessa maneira em todos os seus catálogos técnicos. Portanto, qual é a forma corre(c)ta?
Muito obrigado pela atenção e presteza.
A função metalinguística
Como se explica o emprego da função metalinguística ao serviço das funções poética e emotiva?
Convite em aberto
Sempre ouvi dizer «fica o convite em aberto».
Quid iuris?
A abreviatura dos nomes de pessoas
Gostava de saber a forma de abreviar os nomes de pessoas em português. Quer dizer, se abrevio Paulo Mendes, tenho de utilizar P.M.? ou P. M.? PM? Com pontos? Com espaço? Há alguma norma? Obrigada.
Beringela ou berinjela?
Há discordância entre os dicionários Aurélio e Houaiss quanto à grafia da palavra. A justificativa de Houaiss para defender a forma 'beringela' é sua origem francesa. O que acham?
Plural de palavras em -ão: analogia com o castelhano
Sobre o plural de substantivos terminados em -ão, objeto de recentes consultas, gostaria de propor uma fórmula para uso daqueles que alguma intimidade têm com a língua espanhola.
Quando a tradução da palavra portuguesa para o castelhano resultar em vocábulo terminado em -ón (canção-canción; coração-corazón; nação-nación), é quase certo que o plural seja -ões.
Nos casos em que a tradução for uma palavra terminado em -án ou –na (alemão-alemán; capitão-capitán; pão-pan), boa possibilidade haverá de que o plural do vocábulo português termine em -ães.
Finalmente, quando a terminação espanhola for -ano (cidadão-ciudadanos; cristão-cristiano; irmão-hermano; mão-mano), a palavra portuguesa terá seu plural com -ãos.
Exceções haverá (verão-verano, plural "verões", muito embora se admita "verãos"), mas suponho que a analogia com o castelhano, na forma acima proposta, funcionará como regra em mais de 99% dos casos.
Obrigado.
«A vaca da minha prima mordeu-me»
Emprega-se muito em Portugal (desconheço nos outros países lusófonos) a seguinte frase: «A vaca da minha prima mordeu-me» ou «O burro do meu primo deu-me um coice». A meu ver ambas as frases estão bem escritas, mas no entanto ambas têm significação dupla. A primeira é que os animais dos meus primos morderam-me e deram-me um coice. A segunda é que estou a tratar os meus primos por animais. A questão é: qual a origem da preposição de começar a ser utilizada com essa intenção negativa? Há muitíssimos verbos na língua portuguesa que são utilizados reflexivamente, mas por curiosidade há um verbo que o seu significado reflexivo é hoje em dia bastante negativo, não o era antigamente. É o verbo vir, cuja forma reflexiva é diferente ao que deveria originalmente significar. Porquê?
